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Política

Montenegro vai ao Parlamento dar explicações sobre a gestão dos incêndios

20 ago, 2025 - 16:10 • João Pedro Quesado

Não se sabe se a ministra da Administração Interna vai acompanhar Luís Montenegro na reunião com os partidos. PCP e Chega apresentaram requerimentos para a realização de um debate de urgência sobre os incêndios das últimas semanas, que fizeram aumentar por várias vezes a área ardida em Portugal em 2025.

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O primeiro-ministro vai à comissão permanente do Parlamento na próxima quarta-feira, dia 27 de agosto, para dar explicações aos deputados sobre a situação e gestão dos incêndios em Portugal. Os partidos aprovaram esta quarta-feira por unanimidade o pedido de explicações, na reunião da conferência de líderes da Assembleia da República.

Enquanto a presença de Luís Montenegro foi "assegurada" pelo presidente da Assembleia da República, o mesmo não aconteceu para a ministra da Administração Interna. Questionado pelos jornalistas no Parlamento, José Pedro Aguiar-Branco disse apenas que "o Governo, se assim entender, também terá a senhora ministra" presente na reunião da próxima semana.

PCP e Chega tinham apresentado requerimentos para a realização de um debate de urgência sobre os incêndios das últimas semanas, que fizeram aumentar por várias vezes a área ardida em Portugal em 2025.

Ao anunciar a decisão dos partidos, Aguiar-Branco, sublinhou que o debate é um "momento extraordinário da Comissão Permanente", e que vai ser antecedido por um voto de pesar pelas vítimas mortais nos incêndios.

Segundo o ministro dos Assuntos Parlamentares, "o senhor primeiro-ministro manifestou vontade expressa de estar aqui, numa reunião da comissão permanente, que se realizará na próxima semana, para dar todos os esclarecimentos que forem considerados necessários ao Parlamento e, através do Parlamento, também ao país".

"Estamos muito seguros e convictos da forma como o combate está a ser realizado", atirou ainda Carlos Abreu Amorim, acrescentando que o Governo considera "que esta é a hora do combate, da ação, mas, ainda assim, não nos podemos negar de forma alguma a dar os esclarecimentos e nos sujeitarmos ao escrutínio democrático".

Os incêndios rurais deste mês de agosto já provocaram três mortes. Um homem de 65 anos morreu esta quarta-feira, em Mirandela, "colhido" pela máquina de rasto que operava para criar uma faixa de contenção do incêndio rural naquela localidade de Trás-os-Montes.

Antes, no domingo, um bombeiro da Covilhã morreu devido a um acidente de viação durante a deslocação para um incêndio na localidade de Quinta do Campo, no Fundão. Do mesmo acidente resultaram ainda quatro feridos, também bombeiros.

A primeira vítima mortal foi Carlos Dâmaso, ex-autarca e candidato à presidência da freguesia de Vila Franca do Deão, que morreu a 15 de agosto a combater um incêndio naquela localidade.

[notícia atualizada às 16h45]

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