Carneiro defende que Governo deve responder pelo que falhou nos incêndios (e cita Cavaco Silva)
25 ago, 2025 - 12:23 • Daniela Espírito Santo
Secretário-geral do PS diz que o Executivo anterior, de que fez parte, tinha "um caminho que estava a ser desenvolvido", mas que o atual tomou pelo menos uma medida "incompreensível".
O secretário-geral do Partido Social, José Luís Carneiro, defendeu, esta segunda-feira, que quem deve responder pelo que falhou nos incêndios é o Governo em exercício de funções.
Em declarações aos jornalistas no arranque de um périplo que vai fazer pelo país - que começou em Chaves e vai terminar no Algarve -, Carneiro diz que o Executivo anterior, de que fez parte, tinha "um caminho que estava a ser desenvolvido", mas que o atual tomou pelo menos uma medida "incompreensível".
"É incompreensível que o Ministério da Agricultura tenha ido buscar milhões de euros das políticas florestais e tenha levado esse valor para outras políticas, retirando esses recursos financeiros daquela que deveria ser uma prioridade", assegura.
O socialista diz, por isso, que "quem tem de prestar contas por aquilo que fez ou não fez é o Governo que está no desempenho das suas funções" e, para reforçar, utiliza uma citação: "Vou aqui lembrar uma declaração de alguém que tem sido, por aquilo que sei, um guru espiritual do nosso primeiro-ministro: a partir dos seis meses de Governo, um Governo que procure justificar os seus insucessos com governos do passado é um governo incompetente. Quem disse isto foi Cavaco Silva", remata.
Já sobre a intenção do Chega avançar com uma Comissão Parlamentar de Inquérito aos fogos, José Luís Carneiro afirma que é reveladora de problemas de consciência do partido de André Ventura por ter estado "desaparecido do país durante dez dias".
O socialista sublinha que foi o seu partido o primeiro a avançar com uma proposta de comissão de inquérito. José Luís Carneiro questiona por que é que nos últimos anos, o Sistema de Proteção Civil respondeu, "e porque é que não respondeu em 2025".
"Só mesmo o primeiro-ministro é que pode esclarecer", acrescenta.
[Atualizada às 13h10]
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