Ouvir
  • Noticiário das 12h
  • 15 jun, 2026
A+ / A-

Cartel da banca. PCP requer audição parlamentar ao Banco de Portugal e à Autoridade da Concorrência

29 ago, 2025 - 19:55 • Marisa Gonçalves , Fábio Monteiro

O PCP requereu uma audição parlamentar urgente ao Banco de Portugal e à Autoridade da Concorrência, após a prescrição das coimas do cartel da banca.

A+ / A-

O PCP pediu a realização de audições no Parlamento ao Banco de Portugal e à Autoridade da Concorrência, exigindo explicações sobre a prescrição das coimas aplicadas a 11 bancos no âmbito do chamado cartel da banca.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui.

Em causa está a decisão do Tribunal Constitucional que rejeitou uma segunda reclamação da Autoridade da Concorrência, impedindo assim o pagamento de coimas no valor de 225 milhões de euros (cerca de 210 milhões de euros) por práticas anticoncorrenciais entre 2002 e 2013.

“Nós estamos a falar de uma situação que é absolutamente escandalosa”, afirmou a deputada Paula Santos, que considera inaceitável que o processo se tenha arrastado ao ponto de prescrever.

A dirigente comunista lembrou que os bancos visados, entre os quais a Caixa Geral de Depósitos e o BCP, acumularam lucros significativos nos últimos anos, apesar de terem sido identificadas práticas de concertação na troca de informação sensível sobre crédito.

“Há aqui responsabilidades, porque o Banco de Portugal é a entidade supervisora do sistema financeiro e bancário no nosso país, e a Autoridade da Concorrência tem também aqui responsabilidades”, sublinhou Paula Santos.

O PCP defende que ambas as entidades reguladoras devem ser ouvidas com urgência na comissão parlamentar competente, de forma a esclarecer como foi possível que o processo não tivesse seguimento eficaz.

“Não se percebe como é que este processo se arrastou desta forma, deixando chegar à prescrição das coisas”, concluiu a deputada, frisando que este é um caso que o país “não pode aceitar”.

Ouvir
  • Noticiário das 12h
  • 15 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque