Política
Montenegro promete falar com todos e não aceita “ultimatos” nas negociações do Orçamento do Estado
31 ago, 2025 - 14:37 • Manuela Pires
Na semana em que o governo vai reunir com os partidos para falar sobre o orçamento do estado, o primeiro-ministro disse no encerramento da Universidade de Verão que a oposição vai ter dificuldade em encontrar argumentos para chumbar o Orçamento do Estado para o próximo ano.
O primeiro-ministro garantiu este domingo que está disponível para falar com todos os partidos e ouvir os seus contributos para o orçamento do estado de 2026, mas avisou a oposição que não aceita “ultimatos, nem linhas vermelhas nas negociações que arrancam na próxima quarta-feira na Assembleia da República.
“É com espírito de tolerância, de abertura, de humildade democrática que nós conversaremos com todos, mas conversaremos, não é na base de nenhum ultimato, não é na base de questões, como agora se diz na gíria, de linhas vermelhas, é na base precisamente da moderação, é na base do espírito construtivo” avisou o primeiro-ministro alertando ainda que os partidos que insistirem nas jogadas políticas e nos mexericos estão a prejudicar o país e os eleitores não esquecem isso.
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“Agora, há uma coisa que eu digo, aqueles que se prenderem apenas às jogadas políticas e à gestão comunicacional vão falhar ao país, vão falhar às pessoas, e as pessoas não se vão esquecer disso” disse.
No encerramento da Universidade de Verão do PSD, em castelo de Vide e depois de anunciar medidas para a habitação, Luis Montenegro deixou os últimos minutos para falar sobre o orçamento do estado e para dizer que o documento está mais simples e que de uma maneira geral tem as receitas e as despesas e não “a salgalhada de alterações às leis e às políticas fundamentais”.
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O primeiro-ministro lembrou o crescimento económico, um excedente orçamental e uma avaliação externa positiva, argumentos usados para considerar que a oposição não vai conseguir ter justificações para chumbar o orçamento do próximo ano.
“Este ano temos estas avaliações externas, temos os elementos da execução orçamental que já são conhecidos, de facto, será muito difícil à oposição encontrar argumentos para duvidar daquela que é a essência do Orçamento, que é que as contas estão bem feitas, que as despesas estão bem identificadas e que as receitas estão também previstas com rigor” disse Luis Montenegro.
O primeiro-ministro que não falou nas eleições autárquicas durante o discurso de mais de meia hora, focou a atenção no orçamento do estado para desdramatizar a negociação dizendo que não se trata de um assunto “de vida ou de morte”.
“Eu não estou com isto a dizer que o Orçamento é apenas um documento contabilístico, é um documento político, é um documento onde se tomam algumas opções, mas não vale a pena dramatizar a questão entre a vida ou a morte, da vida política de cada um.
Ninguém vai deixar de estar na oposição por causa do Orçamento e nós também não vamos deixar de governar por causa do Orçamento” referiu o primeiro-ministro.
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- 08 jun, 2026









