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OE2026: Governo fala em "início feliz" de negociações sem "parceiros preferenciais"

03 set, 2025 - 17:24 • Manuela Pires

O primeiro partido a ser recebido pelo Governo foi o Chega, depois o Livre e a Iniciativa Liberal. Por questões de agenda, a reunião com os deputados do PS está marcada para sexta-feira.

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O ministro dos Assuntos Parlamentares ficou satisfeito com o início das reuniões com os partidos para abordar o Orçamento do Estado para 2026 (OE2026), considerando que foi um “início feliz” e com espírito construtivo.

“Estas reuniões foram um início feliz, porque decorreram num clima sério, construtivo e de credibilidade. O desejo do Governo é que as reuniões que ainda faltam decorram neste clima de responsabilidade”, disse Carlos Abreu Amorim.

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Em declarações aos jornalistas depois de mais de seis horas de reuniões, o ministro dos Assuntos Parlamentares foi questionado sobre se o Governo tem um parceiro preferencial para viabilizar as contas do estado, mas Carlos Abreu Amorim rejeita ter um partido preferido para as negociações.

Nós vamos negociar com todos os grupos parlamentares, não existe qualquer lógica de preferência, não há parceiros preferenciais para o Orçamento que o Governo tenha alinhavado” garante o ministro.

Carlos Abreu Amorim coloca o ónus do lado dos partidos e diz que quem quiser participar no progresso económico deve assumir essa responsabilidade.

“Os grupos parlamentares, os partidos que queiram assumir a responsabilidade de continuar nesta rota de equilíbrio orçamental e de progresso económico, devo chamar aqui a atenção para um facto que se calhar não tem sido suficientemente repetido, é que uma das principais agências de notação internacional, na passada sexta-feira, pela segunda vez no ano de 2025, subiu o rating de Portugal”, assinalou o governante.

Governo aberto ao diálogo sobre imigração

Para além do Orçamento do Estado, nestas reuniões está também a ser abordada a estratégia para alterar a lei dos estrangeiros, depois do chumbo do Tribunal Constitucional, e da lei da nacionalidade.

Apesar de o Governo já ter chegado a acordo com o Chega para o pacote de leis da imigração, o ministro dos Assuntos Parlamentares insiste que a lei da nacionalidade e a dos estrangeiros pode ser negociada com todos os partidos.

Carlos Abreu Amorim avisa que o “Governo, com certeza, que estará com quem quiser estar connosco”.

Questionado sobre a proposta deixada por Marques Mendes a semana passada na Universidade de Verão do PSD, para que o Governo aprovasse a lei da nacionalidade com os votos do PS, o ministro repete que também aqui não há preferências.

“O Governo está disponível, mais uma vez digo, para trabalhar e para chegar a soluções a contento do bem comum e dos portugueses em qualquer lei com aqueles que quiserem estar connosco e ao lado dos portugueses”, garantiu Carlos Abreu Amorim.

Na sexta-feira o Governo reúne-se com o Partido Socialista e o encontro com o PCP está agendado para dia 10 de setembro.

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