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Carneiro diz que primeiros 100 dias do Governo AD foram "um fracasso completo"

14 set, 2025 - 20:12 • Lusa

José Luís Carneiro defendeu este domingo que os primeiros 100 dias do Governo da AD foram “um fracasso completo” e criticou a falta de respostas em áreas como a saúde e a habitação. O líder do PS acusou ainda o executivo de Luís Montenegro de desresponsabilização constante.

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O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, afirmou este domingo que os primeiros 100 dias do Governo da AD foram "um fracasso completo" e acusou o executivo de Luís Montenegro de optar sistematicamente pela desresponsabilização.

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Em declarações aos jornalistas em Braga, à margem da apresentação do candidato da coligação PS-PAN à Câmara local, José Luís Carneiro apontou os problemas na saúde e na habitação como exemplos "do falhanço" do Governo.

"Fez ontem [sábado] julgo que 100 dias do Governo do doutor Luís Montenegro. E são 100 dias de um fracasso completo das políticas que tinha assumido para Portugal", frisou.

Carneiro apontou as urgências de obstetrícia como exemplo.

"Prometeu resolver os problemas da saúde, hoje infelizmente tivemos as piores notícias em relação ao distrito de Setúbal, porque mais uma vez não há respostas de obstetrícia. Viemos mesmo a saber que a mortalidade infantil aumentou neste distrito, no distrito de Setúbal, e muito terá a ver, certamente, com a falta de respostas de obstetrícia e de ginecologia", referiu.

Lembrou que propôs uma unidade de coordenação de emergência hospitalar para responder às mães que pretendem dar à luz em segurança e com previsibilidade, mas sem obter qualquer resposta do Governo.

"Até hoje não sabemos onde é que ela foi colocada, julgo que não foi posta em prática, e hoje tivemos mesmo o bastonário da Ordem dos Médicos a dizer que é completamente inaceitável que o Governo continue numa área tão vital para a nossa vida coletiva sem uma resposta capaz", acrescentou.

Sobre a atribuição de culpas aos médicos tarefeiros, Carneiro disse: "é a desresponsabilização a que o Governo já nos habituou".

"Morreram 11 pessoas no seguimento das falhas que ocorreram depois da greve no INEM e o Governo culpou toda a gente, desde o motorista, ao assistente operacional, ao assistente técnico, mas a ministra da Saúde é que não assumiu as suas responsabilidades, nem o primeiro-ministro. E o mesmo acontece agora também em Setúbal", criticou. .

Os incêndios deste verão foram outro exemplo de desresponsabilização apontado pelo líder do PS.

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