Alterações climáticas
Associação Zero pede ao parlamento que dê o exemplo e reduza emissões
15 set, 2025 - 08:50 • Lusa
Limite de voos ao estrangeiro, uso de transportes públicos e a criação de uma Estratégia Zero Resíduos no Parlamento são sugestões da associação ambientalista "para que Portugal alcance a neutralidade climática, preferencialmente até 2040".
A associação ambientalista Zero recomendou esta segunda-feira ao parlamento que reduza as emissões de gases com efeito de estufa, referindo que as viagens são a maior fonte de emissões. A associação pediu à instituição que dê o exemplo.
Num comunicado divulgado esta segunda-feira, por ocasião da reabertura dos trabalhos parlamentares, a associação diz que a Assembleia da República (AR), enquanto instituição central da democracia, tem de dar o exemplo e cumprir o prometido de atingir a neutralidade carbónica. A Zero relembra que a AR deve "assumir um papel de liderança no combate às alterações climáticas e contribuir ativamente pelo exemplo para que Portugal alcance a neutralidade climática, preferencialmente até 2040".
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É imprescindível, diz a Zero, a implementação imediata de medidas mais rigorosas de mitigação, com especial foco na mobilidade sustentável e na economia circular, de modo que "as ações dos deputados sejam coerentes com a legislação que aprovaram".
A associação salienta que a AR deve cumprir o compromisso assumido na Lei de Bases do Clima de alcançar a neutralidade em termos de emissões de gases de efeitos de estufa até 2025 (artigo 73). Para tal, a Zero deixa sugestões, nomeadamente ao nível da mobilidade, que representa mais de metade das emissões da AR, quer para transporte oficial quer pessoal.
A associação ambiental defende, por exemplo, o uso do transporte coletivo regular e flexível, a limitação das viagens aéreas ao estrangeiro e o uso de transportes públicos alternativos em viagens no país.
A criação de um passe nacional abrangente de transporte público (integrando também táxis, TVDE ou bicicletas) ou uma dotação para esse efeito por parte dos deputados, servindo até de exemplo para o resto do país e para outras instituições, são outras sugestões.
A Zero recomenda também medidas de eficiência nos edifícios da Assembleia da República e a criação de uma comunidade de energia renovável que envolva instituições e residentes vizinhos, com instalação de painéis solares fotovoltaicos e partilha da energia não consumida com a comunidade envolvente, "reforçando o papel de liderança do Parlamento na transição energética".
Para promover a economia circular, a associação sugere também a criação de uma Estratégia Zero Resíduos no Parlamento, com metas claras para a redução de consumos de água, energia e materiais, assente nos princípios de redução, reutilização, reparação e reciclagem.
No comunicado, a associação ambientalista refere ainda a importância da transparência e acesso público ao Programa de Neutralidade Carbónica da Assembleia da República (PNC-AR) e ao relatório de avaliação do impacte carbónico da sua atividade e funcionamento, apelando a que esses documentos sejam públicos, como aliás está previsto na lei.
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