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Antigo ministro do PSD no "governo-sombra" do Chega

19 set, 2025 - 21:26 • Lusa

André Ventura anuncia mais nomes para o seu "governo-sombra".

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O presidente do Chega, André Ventura, anunciou esta sexta-feira para o "governo-sombra" do partido o antigo ministro de um Governo PSD Rui Gomes da Silva com a pasta da Justiça e o professor Rui Teixeira Santos com a Economia e Finanças.

Em Évora, à entrada para a abertura da Academia da Juventude do Chega, André Ventura revelou ainda que o eurodeputado Tiago Moreira de Sá ficará com os Negócios Estrangeiros, enquanto o deputado Nuno Simões de Melo terá a seu cargo com a Defesa.

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Miguel Corte-Real, candidato do partido à Câmara do Porto nas eleições autárquicas de 12 de outubro, vai trabalhar na área da reforma do Estado do "governo-sombra", adiantou André Ventura, prometendo divulgar todos os nomes nos próximos dias.

Estes nomes juntam-se aos anunciados por André Ventura, em entrevista ao canal Now, na quinta-feira à noite, nomeadamente a professora universitária Teresa Nogueira Pinto, responsável pela pasta da Cultura e Áreas Conexas, o antigo bastonário da Ordem dos Veterinários Jorge Cid, que terá a área da agricultura.

Na quinta-feira à noite, o presidente do Chega anunciou ainda que o médico Horácio Costa será "ministro" da Saúde, Fernando Silva, membro da Comissão Nacional de Eleições, assumirá a Administração Interna e o professor universitário Alexandre Franco de Sá será responsável pela pasta do Ensino.

"Elenco de grande relevo"

"O Chega conseguiu definir um elenco de grande relevo, de pessoas independentes, com presença na sociedade civil e com um currículo também forte para assumirem um desafio que é inédito em Portugal, que é de criar um governo-sombra, que faça sombra e escrutínio ao atual Governo", afirmou André Ventura.

Referindo-se a Rui Teixeira Santos, professor no Instituto Superior de Gestão (ISEG), o líder do Chega salientou que "tem trabalho feito na área da economia, das finanças e também no combate à corrupção" e possui "conhecimento e prestígio, em termos de currículo, inegável".

Já sobre Rui Gomes da Silva, o dirigente político lembrou que "foi, de facto, ministro de um governo do PSD" e "desde sempre" militante social-democrata e mostrou-se orgulhoso por poder contar com o seu contributo no "governo-sombra".

"Vamos ter rapidamente uma estratégia anticorrupção para implementar e vamos escrutinar o Governo em todas as áreas, também relacionadas com a corrupção, e apresentar propostas", notou.

Governo-sombra com independentes

Segundo André Ventura, muitos elementos deste "governo-sombra" são independentes e não têm ligação ao Chega, havendo até alguns que já o criticaram ou ao partido.

"Queria mostrar ao país que é possível ter um Governo de pessoas com qualidade, que se disponibilizam a fazer este trabalho com independência e a aportar também esta ideia de que se pode ser ministro, competente e não ser uma pessoa ligada diretamente ao aparelho partidário", frisou.

Questionado sobre se o "governo-sombra" é melhor que o liderado por Luís Montenegro, o presidente do Chega foi perentório: "Só faz sentido o líder da oposição apresentar um governo-sombra se for porque acredita que é muito melhor do que o Governo que temos".

André Ventura admitiu que, para a constituição deste "governo-sombra", alguns que foram convidados não aceitaram e outros voluntariaram-se e ficaram de fora por opção do partido.

De acordo com o líder do Chega, o partido vai realizar um evento, nos próximos dias, para apresentar todo o elenco do "governo-sombra".

Em 20 de maio, dois dias depois das últimas eleições legislativas, o líder do Chega anunciou, no final de uma audiência com o Presidente da República, que iria apresentar "um governo alternativo".

No dia seguinte, em entrevista à SIC, indicou que se trataria de um "governo-sombra" constituído por "uma grande parte" de nomes de fora do partido e referiu que o objetivo seria ter uma equipa pronta para governar o país, quando e se for necessário.

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