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Governo não vai obrigar médicos do Barreiro a irem trabalhar para Almada
23 set, 2025 - 17:04 • Manuela Pires
A ministra da Saúde disse aos deputados que o diploma que está a ser preparado por vários ministérios está também a estudar incentivos para os profissionais que vão trabalhar na nova urgência regional da margem sul.
Na véspera do debate quinzenal com o primeiro-ministro, a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, garantiu esta terça-feira no Parlamento que o Governo não vai forçar a mobilidade dos profissionais de saúde que vão trabalhar para a nova Urgência Regional de ginecologia-obstetrícia da Margem Sul, no Hospital Garcia de Orta, em Almada.
Questionada pelo deputado Rui Cristina, do Chega, sobre a notícia avançada a semana passada, a ministra referiu que o decreto-lei que ainda está a ser elaborado não contempla nenhuma mobilidade forçada e pode ser alargado a outras regiões do país.
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“Não há nenhum despacho preparado para fazer mobilidade à força, o que está a ser preparado no seio do Governo e que envolve vários ministérios, e não só o Ministério da Saúde, é um diploma que está exatamente a estudar as condições em que estas urgências regionais, agora são a obstetrícia e ginecologia, depois poderão vir a ser outras, nós temos problemas com outras também, em termos de falta de recursos humanos. Não vai ser forçado e é obrigatório haver negociações com os sindicatos”, disse a ministra da Saúde.
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Ana Paula Martins referiu que os sindicatos vão estar envolvidos no diploma e acrescentou que o Governo estuda incentivos aos profissionais de saúde quer para as deslocações, mas também para o trabalho que vai ser feito em equipa nas Urgências.
“Este diploma está exatamente a estudar um regime que possa, também, não só minimizar o impacto que estas deslocações, quando forem necessárias, podem ter, mas também, eu diria, de alguma maneira, estimular um pouco aquilo que é este trabalho em equipa, porque se destina não só a médicos, mas também a enfermeiros e a técnicos de saúde”, disse Ana Paula Martins.
A audição regimental da ministra da Saúde decorre uma semana depois de Ana Paula Martins ter estado no Parlamento na mesma comissão de saúde para dar explicações sobre as urgências hospitalares encerradas na região de Setúbal.
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Esta tarde, Ana Paula Martins voltou a ser questionada pelo tema e garantiu que este modelo de urgências vai ser aplicado a todo o país.
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“Vamos começar, naturalmente, pela Península de Setúbal, vamos começar por Lisboa e Vale do Tejo e depois iremos para as outras regiões” adiantou.
Na declaração inicial, a ministra da Saúde anunciou que ainda este ano vai ser implementado um novo regime de convenções para atribuir médico de família aos utentes.
“Até final do ano, será iniciado um novo regime de convenções com médicos de família para dar resposta a quem ainda não tem médico de família”, adiantou Ana Paula Martins.
A governante adiantou aos deputados que, para além das futuras unidades de saúde familiar de modelo C, que serão geridas pelos setores social e privado, o novo regime de convenções constituirá uma “outra forma de alargar a cobertura de medicina geral e familiar a quem mais dela precisa”.
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