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Autárquicas 2025

Num debate aceso, candidatos à Câmara do Porto discutiram soluções "com engenharia"

30 set, 2025 - 12:56 • Rita Vila Real

A Ordem dos Engenheiros organizou vários debates pelo país para dar voz a problemas que envolvem a profissão.

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A Secção Norte da Ordem dos Engenheiros realizou, esta terça-feira, um debate que juntou os candidatos à Câmara Municipal do Porto, à excepção de Diana Ferreira, candidata da CDU, para discutir a mobilidade e a habitação, temas quentes da campanha eleitoral e relevantes para a área da engenharia.

VCI, a "Via do constante impasse"

Num debate aceso marcado por respostas incisivas e trocas de acusações entre os candidatos, a mobilidade desdobrou-se em críticas à Via de Cintura Interna. O problema da VCI, a "via do constante impasse", como lhe chamou Filipe Araújo numa das suas intervenções, não pode ser completamente atribuída à Câmara do Porto.

O atual vice-presidente da autarquia diz que "é o Estado que manda na VCI" e que, neste momento, o "ministro das infraestruturas paradas" continua a perpetuar uma " total inação de um Governo central que está em Lisboa e que olha para o Porto de forma distante".

Miguel Côrte-Real, o candidato do Chega, diz que o problema da VCI reflete "a falta de planeamento" da gestão autárquica.

Às críticas à VCI, Nuno Cardoso, cabeça de lista da candidatura "Porto Primeiro", assume-se como "o principal responsável" pelo seu desenvolvimento, gaba-se do "articulador urbano" cujo problema se resolve com a retirada "das portagens da CREP".

O que falta nos transporte

"Ninguém compreende que tenhamos duas empresas de rodoviários", defende Nuno Cardoso, que acredita que "a STCP, que tem músculo técnico, tem de absorver a Unir, que só serve para termos cargos públicos", aponta o ex-autarca.

O candidato socialista, Manuel Pizarro, diz que os problemas de mobilidade na cidade do Porto se resolvem olhando para o perfil de toda a área metropolitana, que abrange vários municípios.

Por seu lado, o candidato do Volt, Guilherme Jorge, dedicou a sua intervenção inicial à promoção de uma circulação verde já presente noutras cidades europeias, e aponta para uma cidade do Porto preparada para normalizar a circulação de bicicleta.

Sérgio Aires, do Bloco de Esquerda, referiu que o sistema de transportes públicos e de mobilidade não foram devidamente pensados, pela falta de alternativas de estacionamento nos finais das linhas, e pelo encurtamento das "faixas bus" na cidade.

Alta velocidade no Porto

Também no âmbito da mobilidade, a alta velocidade na cidade do Porto foi um tema debatido entre os candidatos, que mostraram uma posição homogénea, apelando à necessidade de retificar a quantidade de estações que se pretende desenvolver.

"Faz muita impressão perceber que uma linha de alta velocidade tem três estações num espaço tão limitado" diz Pedro Duarte, o candidato da coligação do PSD, CDS e IL, que defende, ainda assim, que esta nova opção de mobilidade tem de passar pelo aeroporto, e que em Campanhã poderá ser um "game changer", uma oportunidade para melhorar e inovar a zona da cidade.

O candidato do Livre, Hélder Sousa, refere que "se o TGV funcionar como deve funcionar, não vamos precisar de mais aeroporto, vamos precisar de menos aeroporto".

Também uma solução para aumentar o aeroporto do Porto se colocou em cima da mesa. Face a este tema, os comentários surgiram contra a gestão privada dos aeroportos nacionais.

O candidato do Livre, Hélder Sousa, refere que "se o TGV funcionar como deve funcionar, não vamos precisar de mais aeroporto, vamos precisar de menos aeroporto"

Contas por fazer na habitação

A última parte do debate foi preenchida pelas ideias de cada candidato para a habitação na cidade do Porto. Ainda num clima aceso, foram várias as propostas referidas e contrapostas para o parque habitacional.

Nesta matéria, Miguel Côrte-Real traçou duras críticas à gestão do atual executivo, e dá como exemplo os avanços na Avenida Nuno Álvares, um projeto que defende que tem de ser recomeçado. Para levar a habitação pública a mais famílias, o candidato do Chega defende ainda que é preciso haver mais fiscalização nas habitações sociais.

Já Nuno Cardoso quer mobilizar a sociedade para as cooperativas de habitação, uma ideia que também as candidaturas do Livre, do PS e do Volt referem.

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