Autárquicas 2025
O que pensa um autarca de freguesia do Interior sobre o investimento de Portugal em Defesa?
30 set, 2025 - 08:00 • Olímpia Mairos
“É muito dinheiro”, diz o presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde, no concelho de Vinhais. No entanto, Miguel Fernandes admite que é necessário e sublinha que o país não pode apenas esperar apoios externos, devendo também contribuir para a segurança comum.
O presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde, no concelho de Vinhais, considera que o investimento de Portugal em Defesa, apesar de elevado, é justificado pelo valor da paz e pela necessidade de solidariedade entre países.
“Visto assim à primeira vista, parece muito, muito dinheiro para a dimensão do nosso país e teríamos outras situações onde poderia ser investido, mas também temos de pensar que Portugal faz parte da União Europeia e não está apenas para receber certos benefícios”, argumenta o socialista Miguel Fernandes.
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O autarca sublinha que o país não pode apenas esperar apoios externos, devendo também contribuir para a segurança comum, uma vez que no futuro poderá necessitar da ajuda dos parceiros internacionais.
“Temos de apoiar e dar a nossa quota-parte desse investimento, para nos tornarmos mais fortes. Não podemos estar só à espera de apoio de fora, também temos de ser solidários com os outros países”, defende.
Portugal assumiu o compromisso de atingir 2% do PIB em investimento na área da Defesa, o que representa este ano cerca de seis mil milhões de euros. Para Miguel Fernandes, trata-se de um montante que “choca um bocadinho”, uma vez que existem carências internas que poderiam beneficiar desses fundos, mas admite que o contributo nacional é essencial: Temos de dar aos outros também para receber. Portugal não pode ficar de fora, é um país pequeno que precisa muito dos países da União Europeia."
Face ao atual cenário internacional, marcado nomeadamente pela guerra na Ucrânia, o autarca acrescenta que “ninguém garante que Portugal não precise de vir a defender-se”.
“Deus queira que isso não venha a acontecer, mas se um dia alguma coisa nos bater à porta, também precisamos dos outros países e deste reforço financeiro para sermos uma Europa unida”, enfatiza.
Candidato único às próximas eleições autárquicas - só o PS apresenta lista à Assembleia de Freguesia, Miguel Fernandes sabe já que cumprirá um terceiro mandato na presidência da freguesia. Questionado sobre onde aplicaria parte do dinheiro destinado à Defesa, não hesita: “Seria canalizado para o saneamento básico na nossa aldeia anexa, Prada, que hoje ainda não tem. Acho que é uma infraestrutura básica e elementar para os dias de hoje."
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