Ouvir
  • Noticiário das 20h
  • 21 jul, 2026
A+ / A-

Autárquicas 2025

O que pensa um autarca de freguesia do Interior sobre o investimento de Portugal em Defesa?

30 set, 2025 - 08:00 • Olímpia Mairos

“É muito dinheiro”, diz o presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde, no concelho de Vinhais. No entanto, Miguel Fernandes admite que é necessário e sublinha que o país não pode apenas esperar apoios externos, devendo também contribuir para a segurança comum.

A+ / A-
O que pensa um presidente de junta do investimento em defesa
Ouça aqui a reportagem

O presidente da Junta de Freguesia de Vila Verde, no concelho de Vinhais, considera que o investimento de Portugal em Defesa, apesar de elevado, é justificado pelo valor da paz e pela necessidade de solidariedade entre países.

“Visto assim à primeira vista, parece muito, muito dinheiro para a dimensão do nosso país e teríamos outras situações onde poderia ser investido, mas também temos de pensar que Portugal faz parte da União Europeia e não está apenas para receber certos benefícios”, argumenta o socialista Miguel Fernandes.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

O autarca sublinha que o país não pode apenas esperar apoios externos, devendo também contribuir para a segurança comum, uma vez que no futuro poderá necessitar da ajuda dos parceiros internacionais.

“Temos de apoiar e dar a nossa quota-parte desse investimento, para nos tornarmos mais fortes. Não podemos estar só à espera de apoio de fora, também temos de ser solidários com os outros países”, defende.

Portugal assumiu o compromisso de atingir 2% do PIB em investimento na área da Defesa, o que representa este ano cerca de seis mil milhões de euros. Para Miguel Fernandes, trata-se de um montante que “choca um bocadinho”, uma vez que existem carências internas que poderiam beneficiar desses fundos, mas admite que o contributo nacional é essencial: Temos de dar aos outros também para receber. Portugal não pode ficar de fora, é um país pequeno que precisa muito dos países da União Europeia."

Face ao atual cenário internacional, marcado nomeadamente pela guerra na Ucrânia, o autarca acrescenta que “ninguém garante que Portugal não precise de vir a defender-se”.

“Deus queira que isso não venha a acontecer, mas se um dia alguma coisa nos bater à porta, também precisamos dos outros países e deste reforço financeiro para sermos uma Europa unida”, enfatiza.

Candidato único às próximas eleições autárquicas - só o PS apresenta lista à Assembleia de Freguesia, Miguel Fernandes sabe já que cumprirá um terceiro mandato na presidência da freguesia. Questionado sobre onde aplicaria parte do dinheiro destinado à Defesa, não hesita: “Seria canalizado para o saneamento básico na nossa aldeia anexa, Prada, que hoje ainda não tem. Acho que é uma infraestrutura básica e elementar para os dias de hoje."

Ouvir
  • Noticiário das 20h
  • 21 jul, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque