Campanha Autárquicas
Manuel Pizarro: “Eu não sou um portuense de ocasião”
01 out, 2025 - 13:00 • Henrique Cunha
Candidato do PS promete ficar como vereador mesmo em caso de derrota, mas garante que a última sondagem da Universidade Católica que o coloca atrás de Pedro Duarte não lhe retira confiança.
Numa ação de campanha na zona das Antas, esta quarta-feira, Manuel Pizarro mostrou-se otimista e prometeu tudo fazer para conquistar a confiança dos eleitores do Porto.
O candidato socialista que tenta pela terceira vez chegar à presidência da Câmara diz aos jornalistas que “a grande maioria das sondagens” o tem dado à frente. “Eu não reagi com grande entusiasmo quando estava à frente e também não vou reagir com desânimo, por estar ligeiramente atrás, nesta última sondagem”, defende.
E seguindo o habitual diapasão dos políticos, Pizarro diz que “a sondagem que vai contar é o voto popular no dia 12 de outubro”. “E devo dizer que parto para esta fase final da campanha com o sentimento que me anima desde o início: com confiança. Confiança nas pessoas do Porto, na sua capacidade de escolher quem melhor os pode representar; e ao mesmo tempo com humildade, pois sei muito bem que um combate eleitoral no Porto é feito voto a voto. As pessoas são muito ciosas do seu voto e eu farei tudo o que estiver ao meu alcance para conquistar a sua confiança”, acrescenta.
Pizarro promete em caso de derrota ficar como vereador, e numa crítica indireta ao seu principal oponente, diz que não é um “portuense de ocasião”. “Não vim para o Porto para ser candidato. Estou no Porto desde sempre, a lutar pelo Porto. E tanto lutei pelo Porto quando tive bons resultados eleitorais, como me mantive na cidade a lutar pelo Porto quando os resultados não foram os melhores. Para mim o Porto é a razão maior de eu estar na política, e acho que as pessoas do Porto estão a reconhecer isso”, sublinha.
O candidato promete não alterar o seu programa de campanha por causa das sondagens, mas admite a necessidade de explicar melhor a sua promessa de construção de 5 mil habitações a rendas acessíveis, por causa da decisão do Governo em considerar que uma renda de 2300 euros é uma renda moderada.
"Depois desta coisa do Governo com renda moderada a 2300 euros é preciso explicar melhor porque isso dá má fama à nossa ideia. A renda moderada do Programa Habitar no Porto é 400 euros para um T1, 550 euros para um T2 e 700 euros para um T3”, esclarece.
Uma caixinha de medicamentos entre os brindes de campanha
Entre as ruas, cafés e outros estabelecimentos comerciais, o candidato privilegiou o contacto direto, e sempre que viu abertura foi deixando apelos ao voto, enquanto distribuía panfletos com o programa eleitoral e também algumas prendas.
Para além da habitual esferográfica, a candidatura de Pizarro surpreende com uma pequena caixa para os comprimidos. “É uma prenda de médico”, vai dizendo o candidato enquanto distribui o brinde. Mas a caixinha de medicamentos não é para todos. Pizarro diz à Renascença que habitualmente a reserva para “as pessoas com uma idade mais avançada e que, por norma, precisam de medicamentos”. “As pessoas agradecem, e isto foi mesmo uma exigência do candidato, que entre os brindes houvesse a caixinha dos medicamentos”, reforça.
E porque o tempo aperta e a luta promete ser renhida, Pizarro tudo faz para convencer o eleitor que passa: “Não fuja. Olhe que eu vou atrás de si”.
- Noticiário das 10h
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