Autárquicas 2025
Entre apoio e contestação, Pizarro em campanha para "lutar por cada voto"
03 out, 2025 - 23:55 • Rita Vila Real
Entre gritos de apoio e alguma contestação, o candidato socialista à Câmara do Porto esteve na zona de Campanhã, uma freguesia onde sente um grande apoio pelos portuenses "que reconhecem que nós podemos fazer a diferença".
Manuel Pizarro levou a sua campanha eleitoral aos bairros Monte da Bela e Bairro do Falcão, em Campanhã, no final da tarde desta sexta-feira. O candidato socialista à Câmara do Porto sente-se satisfeito com o apoio que tem sentido dos portuenses: "nunca fiz uma campanha com tanto apoio como esta em toda a cidade, nomeadamente aqui em Campanhã, onde as pessoas reconhecem que nós podemos fazer a diferença".
Pizarro diz encarar o empate com o social-democrata Pedro Duarte, apontado pelas sondagens, com "a humildade de quem sabe que no Porto é sempre preciso lutar por cada voto", e que os portuenses "saberão escolher entre alguém que quer ser representante do Governo no Porto e alguém que quer representar os portugueses".
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Durante a ação de campanha, ao final da tarde pelas ruas do Bairro da Monte Bela, o candidato do movimento "À Moda do Porto" deparou-se com uma voz de contestação.
"Só se lembram dos bairros quando vêm fazer campanha" diz um morador, que contesta as más condições dos edifícios, e fala da ameaça de encerramento do centro cultural do bairro, um espaço que diz que são os moradores que estão a lutar para manter "do próprio bolso".
Em resposta aos comentários, o candidato diz que é a dialogar com todos que consegue "tentar ganhar o apoio das pessoas, e espero com isso conquistar a vitória no próximo dia 12, é nisso que confio".
Apesar da vontade de dialogar, durante a arruada, a comitiva socialista deparou-se também com um balde de água e objetos arremessados de uma janela.



Paragem das obras do Metrobus
Manuel Pizarro foi questionado pelos jornalistas sobre a paragem da segunda fase das obras do Metrobus, uma "provocação ao Porto".
O candidato socialista saúda a decisão da Metro do Porto, "depois de ter tomado uma decisão errada, que foi avançar com a obra, tenha tomado agora a decisão certa, que é suspender a obra, pelo menos até que o próximo Presidente da Câmara Municipal se possa pronunciar".
O ex-ministro diz ainda que a segunda fase da obra "deve ser suspensa e deve ser debatida com a cidade e com a futura Câmara qual é o perfil que essa obra deve vir a ter".
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