04 out, 2025 - 22:56 • Manuela Pires
Na primeira passagem da caravana social-democrata pelo Porto, Luís Montenegro almoçou no Palácio dos Correios, com vista para o edifício da Câmara e ao lado de Pedro Duarte garantiu que apoia as ideias do candidato para reforçar a segurança na cidade.
A par da imigração, a segurança é também um dos temas que o PSD traz para esta campanha, primeiro na cidade de Lisboa e agora no Porto.
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Pedro Duarte garantiu que se for eleito quer lançar um plano especial de reforço da segurança na cidade.
“Vou lançar, sendo presidente da Câmara, um desafio ao Governo de Portugal, para que possamos, em conjunto, lançar um plano especial de reforço da segurança para a cidade do Porto. E quero mesmo que o Porto seja uma cidade-piloto na eficácia do combate à insegurança”, disse Pedro Duarte.
O palco para os discursos foi montado na varanda do sétimo piso do Palácio dos Correios, com vista para a Câmara municipal, onde o ex-ministro de Montenegro pediu mais meios, polícias e videovigilância, mas acima de tudo uma nova atitude no combate ao trafico e consumo de droga.
“Vamos mudar essa atitude, olhando para o problema da droga, considerando intolerável e sendo implacáveis com o consumo de droga na via pública” referiu Pedro Duarte.
Luís Montenegro que entrou na sala como líder do PSD, rapidamente vestiu o fato de primeiro-ministro para dizer a Pedro Duarte que pode ficar descansado porque os dois estão em sintonia sobre o problema da insegurança e como a combater.
“Não posso estar mais interessado em ter na Câmara Municipal do Porto alguém que possa colaborar e cooperar com o Governo no reforço da segurança. Não posso”, disse Montenegro.
Foi a oportunidade para Luís Montenegro lembrar que já no ano passado o Governo “incentivou” as operações policias de prevenção e de combate ao crime” e concluir que o aumento da criminalidade no Porto está associado ao tráfico e consumo de droga.
“É indiscutível, é indiscutível no Porto a associação entre segurança ou insegurança e o tráfico e consumo de droga. É indiscutível. Nós temos mesmo de lançar um programa para ir atacar este flagelo social. Nós precisamos de mais polícias na rua, não há dúvida. E no Porto, como de resto em Lisboa, já agora, são duas cidades que precisam mesmo de reforço de efetivos policiais na rua”, adiantou o primeiro-ministro.
A caravana do PSD ainda vai regressar ao Porto, onde Pedro Duarte encabeça uma coligação com o PSD, CDS e Iniciativa Liberal.
Dois dias depois do Governo ter aprovado a proposta de Orçamento que é entregue no Parlamento na próxima sexta-feira, Luis Montenegro confirmou, no comício em Guimarães, que o IRS vai voltar a descer.
O primeiro-ministro não deu mais pormenores, mas em julho o líder parlamentar do PSD, Hugo Soares afirmou que a bancada social-democrata está disponível para uma nova redução do IRS do segundo ao quinto escalão proposta pelo Chega, e que seria incluída no OE de 2026.
Já de manhã, à margem de uma ação de campanha em Chaves, Montenegro afirmou estar confiante que a oposição vai viabilizar o Orçamento do Estado, alegando que as propostas da oposição estão “subjacentes à estratégia e ao conteúdo do orçamento”.
“Já tivemos conversas preparatórias com todos os partidos da oposição no âmbito das quais registamos as principais preocupações”. Questionado sobre se essas preocupações foram incluídas na proposta do Governo, o primeiro-ministro garante que no essencial estão de acordo com a proposta.
“Não vou dizer só incluídas estão subjacentes à estratégia e ao conteúdo do orçamento” conclui.
Luís Montenegro diz ainda que a oposição não terá motivos para rejeitar o Orçamento do Estado tendo em conta o que ouviu dos partidos e a proposta que apresenta contas certas.
“Eu não quero com isto mostrar nenhum tipo de interferência na análise que os partidos vão fazer agora do Orçamento, mas de acordo com aquilo que eu ouvi dos líderes políticos dos principais partidos da oposição, parece-me que a proposta, da maneira como está concebida, que no fundo é plasmar no âmbito da determinação das despesas da administração e também das receitas, não parece que haja razão para estar preocupado ou menos otimista com o apoio que o Parlamento dará a este documento” disse aos jornalistas.
O primeiro-ministro voltou mais uma vez a garantir que o Governo mantém disponibilidade de dialogar com todos os partidos, mas a prioridade será para o PS e o Chega, os únicos que podem garantir a aprovação ou o chumbo do documento.
“Nós temos, como já é público, manifestado disponibilidade para interagir com os principais partidos da oposição, os que têm mais representatividade. Não que não ouçamos também os demais, ouvimos todos os partidos e todos os deputados únicos no Parlamento, mas evidentemente que para a aprovação do Orçamento colaboram sobretudo os que têm mais apresentação”, referiu.