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Autárquicas 2025

Autárquicas Porto. Pizarro assume-se "uma pessoa de diálogo capaz de se entender com os outros"

05 out, 2025 - 15:18 • Ana Fernandes Silva

O candidato do Partido Socialista à Câmara do Porto prefere não falar para já num cenário de coligação, mas não afasta essa possibilidade.

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Manuel Pizarro começa por dizer que não vai "condicionar o voto dos portuenses" e colocar para já um cenário de coligações para governar, mas não afasta totalmente a ideia.

O candidato do PS à Câmara do Porto realça ser uma "pessoa de diálogo, capaz de se entender com os outros" que o torna "capaz de governar com estabilidade qualquer que seja o resultado das eleições".

Pizarro garante que, independentemente, dos resultados do próximo dia 12 de outubro, nunca irá deixar a cidade invicta. "Eu sou sempre do Porto e fico sempre no Porto a trabalhar pelo Porto", sublinha.

Noutro plano, Manuel Pizarro preferiu não ser palavroso quando questionado sobre a troca de acusações entre o candidato independente Filipe Araújo ao cabeça de lista da coligação PSD-CDS, Pedro Duarte, numa entrevista ao Observador. "Tenho evitado fazer comentários sobre os meus adversários, acho que uma campanha pela positiva é melhor", explica o socialista.

Ainda assim, deixa uma provocação: "É caso para dizer, na relação entre o PSD e Filipe Araújo, o ditado popular, zangam-se as comadres, sabem-se as verdades".

Em declarações à margem de uma ação de campanha na Ribeira, no Porto, onde esteve também a presidente da Câmara de Paris, Anne Hidalgo, o cabeça de lista do PS, começou por falar das bandeiras do partido: habitação e mobilidade.

"É preciso mais iniciativa, dar prioridade efetiva aos passeios cicláveis. Quando os passeios onde se pode andar de bicicleta são partilhados com o trânsito, estamos inseguros e perturbamos o trânsito automóvel. Nós temos que ser mais audazes a criar passeios para as pessoas poderem usufruir desta cidade extraordinária", adverte.

A manhã deste domingo dia 5 de outubro começou com a comitiva socialista a pedalar entre o Forte de S. João Baptista, na Foz até ao Cais da Estiva, na Ribeira, numa extensão de quatro quilómetros.

Para Pizarro, é facto que "a cidade do Porto não tem condições boas para percursos cicláveis e não há nenhuma razão para que não os tenha".

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