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Implantação da República

Cerimónia do 5 Outubro marcada por símbolos em vez das palavras

05 out, 2025 - 12:51 • Sandra Afonso

Marcelo Rebelo de Sousa já tinha avisado que a celebração não teria discursos e apenas o içar da bandeira, devido à campanha para as eleições autárquicas, que se realizam em 12 de outubro.

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Este ano a palavra deu lugar aos símbolos na cerimónia do 5 de Outubro. A implementação da República foi celebrada com o hastear da bandeira na Praça do Município, a revista à parada e o hino nacional, pela banda da GNR, este domingo.

No salão nobre entraram apenas um grupo restrito de convidados, recebidos pelo Presidente da câmara de Lisboa, além dos chefes de Estado e de Governo, compareceram também o presidente da Assembleia da República e representantes de outros órgãos de soberania.

Foram 115 anos de história assinalados em 15 minutos, mas com todo o protocolo e brilho a que têm direito.

Não é a primeira vez que o 5 de Outubro é assinalado sem discursos, também devido à proximidade de eleições. Este domingo seria o último discurso de Marcelo Rebelo de Sousa neste dia.

Impedido de falar no salão nobre, o Presidente da República publicou à mesma hora uma nota onde apela à renovação do compromisso com os valores da República e diz que é preciso estar à altura desses valores na prática política e constitucional.

O Presidente da República considera que a História da I República interpela os protagonistas do presente "para a construção de partidos políticos em que os cidadãos se sintam representados, sem deixar de valorizar a participação cívica, para a importância da boa gestão da coisa pública, de combater a pobreza e as desigualdades sociais e territoriais e, não menos importante, para continuar a apostar na educação como fator de desenvolvimento".

"A República e a Democracia estão hoje bem vivas em Portugal, mas para que assim continue precisamos de renovar o nosso compromisso com os seus ideais e os seus valores, sempre com atenção aos novos desafios e à necessidade de estar à altura, na prática política e constitucional, daqueles princípios", afirma Marcelo Rebelo de Sousa.

O 5 de Outubro voltou a ser feriado nacional em 2016 - tinha sido eliminado em 2013 pelo anterior Governo PSD/CDS-PP - e é uma das quatro datas anuais em que o chefe de Estado tem discursos protocolares, juntamente com o 25 de Abril, o 10 de Junho e Dia de Ano Novo.

A cerimónia foi restrita a convidados institucionais, recebidos no interior da Câmara de Lisboa.

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