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Autárquicas 2025

Livre quer salvar o STOP e "investir na criação artística" do Porto

07 out, 2025 - 00:36 • Rita Vila Real

Espaço na mira "de uma pressão turística imobiliária muito grande", Centro Comercial STOP pode ser um espaço "cultural para investir mais na criação artística", acredita Rui Tavares.

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Rui Tavares esteve, na tarde desta segunda-feira, a acompanhar o candidato do Livre à Câmara Municipal do Porto numa visita ao centro comercial STOP, um espaço "multifuncional" que Hélder Sousa reconhece como um "exemplo para aquilo que queremos reproduzir na cidade".

O espaço, que tem sido alvo de várias ameaças de encerramento, é um ícone de uma "tradição muito grande de atividade artística independente que se vive na cidade", diz Hélder Sousa, que reforça que é preciso "retirar alguma da tutela institucional e política que se tem visto na atividade cultural do Porto para investir mais na criação independente e mais na criação artística contemporânea".

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"É uma pena não estar mais explorado este espaço. Os grandes problemas do STOP são questões infraestruturais. Obras e bom planeamento resolvem isto", refere o candidato, que teve direito a uma visita guiada pelo espaço por um dos integrantes da banda Repórter Estrábico, que nasceu e viveu nos estúdios do STOP.

O candidato admite que a autarquia "poderia ter sido mais ágil a encontrar uma solução infraestrutural para este problema", que se prende pelos "múltiplos proprietários" que não conseguem chegar a um acordo. Nesse sentido, "a autarquia deve chegar-se à frente, deve avançar para encontrar uma solução de segurança que, no fundo, agrada a toda a gente, que agrada às autoridades, que mantenha as condições de segurança, mas também as questões de independência que estes estúdios têm".

Hélder Sousa refere ainda que a zona onde o STOP se encontra, "entre o Porto Antigo e o Porto Industrial", está " sob uma pressão turística imobiliária muito grande", uma realidade que motiva a candidatura do Livre à Câmara do Porto "para impedir pelo menos que a grande parte daquilo que é bem comum seja alienado em prol de interesses que não são públicos nem são da cidade".

"O Livre também levou este assunto à Assembleia da República, e o Estado também pode contribuir aqui ajudando a autarquia a tomar conta do edifício e compensando, obviamente, os proprietários, se for preciso", refere o candidato à Câmara do Porto.

Em declarações aos jornalistas, Hélder Sousa refere ainda a possibilidade de ganhar representação como vereador, e de poder discutir a ideia com a direita portuense, sem esquecer a inação desta numa solução para o STOP: "Eu não sei o que é que a direita pensa sobre este espaço. Até agora, a direita que esteve no executivo e fez muito pouco para que houvesse outro desfecho deste edifício. Se calhar também estão interessados em alinhar connosco nesta ideia".

No início da visita, a comitiva do Livre cruzou-se com o candidato do PSD à Câmara do Porto, Pedro Duarte, que também esteve no STOP, mas para uma reunião privada, onde percorreu os vários espaços em abandono, incluindo o antigo cinema. Rui Tavares e o antigo ministro dos Assuntos Parlamentares trocaram palavras à entrada, num encontro imprevisto.

Durante a visita, Rui Tavares teve até a oportunidade de tocar bateria num dos únicos estúdios em funcionamento no Centro Comercial STOP.

A arruada, que teve início na Rua do Heroísmo, fez uma paragem na Trindade e terminou no jardim do Marquês para um comício com os vários candidatos do Livre à Câmara Municipal do Porto, assim como candidatos às juntas de freguesia.

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