Autárquicas 2025
Filipe Araújo contesta adversários que "acham que são donos disto tudo"
08 out, 2025 - 20:21 • Rita Vila Real
Numa arruada em pleno Centro Histórico do Porto, Filipe Araújo deixa críticas às candidaturas do PS e do PSD, enquanto uma porta aberta para "Lisboa passar a mandar no Porto".
Filipe Araújo esteve na tarde desta quarta-feira numa ação de campanha pelo centro histórico do Porto, que teve início na Praça da Liberdade. Em contacto direto com a população que passava pelas ruas e pelo comércio na rua Mártires da Liberdade, o candidato independente aproveitou um dos últimos dias de campanha para dar a conhecer as suas propostas aos portuenses.
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A escolha da Praça da República como início da arruada celebra a inauguração dos jardins, feita no sábado. A renovação, a última inaugurada por Filipe Araújo como vice-presidente da Câmara do Porto, dá ao atual candidato "um especial prazer ver hoje a praça a ser usufruída pelos portugueses, a ser percorrida pelos portugueses".
Durante a campanha, Filipe Araújo diz que "ficou claro nas visitas que vamos fazendo que as pessoas nos apoiam, porque sabem quem nós somos, quem faz. Nós falamos e fazemos".
Partidarismo, um "problema grave do nosso país"
Filipe Araújo deixa, em declarações aos jornalistas, críticas aos representantes partidários que estão a correr o país em apoio às candidaturas autárquicas. "Nós hoje percebemos que o Governo governa este país a partir do Google Maps. Eles nem sabem onde é que fica o Porto, quais são as medidas que têm para o Porto. Fazem uma campanha de toca e foge", refere o candidato.
Filipe Araújo aponta o dedo às candidaturas que lideram as intenções de voto nas sondagens. "Uma é a candidatura do Partido Social Democrata, que é uma candidatura do Governo. Outra é a candidatura típica da oposição, Partido Socialista". Neste cenário, o vice-presidente deixa a certeza: "Sabe a qual é que nós somos? Somos a candidatura do Porto. E a nossa candidatura só tem um foco, que é resolver os problemas".
O candidato quer "Fazer à Porto" sem "promessas loucas", ao contrário do Partido Socialista e o PSD, que o candidato prevê que "vão falhar aos portuenses e vão levar a Câmara à falência" e dar o Porto "de mão estendida" a "uma Lisboa que passa a mandar no Porto".
O que distingue o movimento de Filipe Araújo é ser uma equipa "que não vem de aparelhos, que não vem apenas de setor público. É uma equipa que vem de vários sítios, de setor privado, de várias áreas também", e que quer "trabalhar em prol das pessoas".
Sobre os resultados que têm sido revelados em sondagens, Filipe Araújo diz que "é no dia 12" que as pessoas vão mostrar o contentamento com o "enorme caminho de desenvolvimento nos últimos anos, desenvolvimento económico, cultural, coesão social" que diz ter marcado os mandatos de Rui Moreira, dos quais fez parte. "Acredito muito nos portuenses, que vão olhar e vão dizer que não querem voltar atrás ao tempo dos partidos".
Apesar das conquistas que realça, o atual vice-presidente confessa que "nem tudo foi resolvido", mas que a sua candidatura promete "dar continuidade de liberdade e de independência", que diz só existir na sua candidatura, "não existe em mais lado nenhum".
Ainda numa comparação com as candidaturas partidárias, Filipe Araújo fala da questão da habitação, referindo que quem diz que "o problema da habitação vai ser resolvido nos próximos quatro anos" está a "enganar os portugueses".
- Noticiário das 18h
- 18 jun, 2026









