Autárquicas 2025
João Paulo Correia quer expandir Metro em Gaia e acabar com a UNIR
09 out, 2025 - 19:24 • Rita Vila Real
O candidato socialista à Câmara de Gaia queimou os últimos cartuchos da campanha eleitoral numa visita ao estaleiro da obra da linha Rubi, em Santo Ovídio. Missão: derrotar o social-democrata Luís Filipe Menezes.
O candidato do Partido Socialista à Câmara de Vila Nova de Gaia, João Paulo Correia, esteve na manhã desta quinta-feira no estaleiro da obra de expansão da estação de Santo Ovídio para passagem da linha Rubi, do Metropolitano.
Em entrevista à Renascença, o candidato realça que a linha Rubi "vem melhorar bastante o sistema de mobilidade em Vila Nova de Gaia, mas que não pode acabar por aqui".
Se for eleito, João Paulo Correia quer lutar pela "expansão da rede do Metro em Gaia às freguesias de Canidelo e da Madalena".
João Paulo Correia defende substituição da UNIR
Nestas declarações à Renascença, o candidato socialistas considera que "o operador de autocarros da UNIR" representa um problema para a mobilidade no terceiro concelho com maior densidade populacional do país.
Esta é uma luta que João Paulo Correia prioriza com a maior urgência: "Será a primeira decisão da próxima Câmara Municipal, exigir à entidade metropolitana que gere a rede UNIR a substituição do operador".
A rede de transportes UNIR, que opera em toda a Área Metropolitana do Porto, "não cumpre a totalidade das carreiras e dos horários", aponta o candidato, que diz que "a única saída legal e técnica é substituir o operador por outro capaz de cumprir as carreiras e os horários que estão estipulados".
Sobre a possibilidade de fusão da UNIR com a STCP, João Paulo Correia diz que "a STCP é uma solução de médio e longo prazo, uma vez que no presente não tem 150 autocarros nem 200 motoristas disponíveis para assegurar a operação da UNIR em Vila Nova de Gaia".
"É uma solução de médio e longo prazo, as pessoas não podem esperar tanto tempo, por isso a substituição do operador é urgente", sublinha.
Ainda sobre mobilidade, a Renascença questionou o candidato sobre a possível estação de TGV em Vila Nova de Gaia. O socialista considera que, se a linha de alta velocidade faz sentido, tem de parar em Vila Nova de Gaia:
"Estamos a falar do terceiro concelho mais populoso de Portugal, o concelho mais a sul do distrito do Porto que serve a margem sul da Área Metropolitana do Porto, onde moram centenas de milhares de pessoas que veem em Vila Nova de Gaia a sua plataforma de transportes", argumenta.
"Se faz sentido construir uma estação de alta velocidade, faz sentido que ela seja em Vila Nova de Gaia", volta a realçar, sem especificar qual a zona de Vila Nova de Gaia seria a ideal para a paragem do TGV. Uma decisão "que o Governo e o consórcio têm de tomar" tendo em conta "o menor impacto possível, ou seja, onde se farão menos demolições de habitações, de armazéns e de indústrias".
Habitação em Gaia também é uma prioridade para o PS
O concelho tem, neste momento, 310 mil habitantes, refere João Paulo Correia, que aponta para a previsão de "numa década, Vila Nova de Gaia terá 350 mil habitantes", um aumento que motiva "continuar a captar investimento, mas mais investimento industrial do que propriamente investimento no imobiliário e no turismo".
"Para desenvolvermos o concelho e dar-lhe futuro, e aumentar a população ativa, precisamos de mais investimento industrial. Daí também a nossa causa pela abolição das portagens nas autoestradas, onde queríamos desenvolver as ondas industriais", destaca o candidato.
Contra uma candidatura "apática" e um histórico de processos judiciais
Questionado sobre a candidatura do principal adversário, Luís Filipe Menezes, o candidato socialista acusa o social-democrata de "continuar amarrado aos problemas do passado".
João Paulo Correia considera que Menezes está a protagonizar uma "campanha muito apática, com falta de dinamismo, falta de ideias e de propostas", e espera conseguir ultrapassar o adversário nas eleições de domingo.
A Renascença perguntou também ao candidato socialista sobre os processos judiciais de que o atual executivo, também do PS, foi alvo.
João Paulo Correia respondeu: "julgo que temos de separar sempre a política da justiça", e que não receia que estes processos não prejudiquem a sua candidatura: "estamos perante um novo ciclo autárquico".
"Estou bastante confiante na vitória", confessa o candidato, que diz que "a grande sondagem é a que chega do dia-a-dia, no contacto com as pessoas, e os incentivos, as manifestações de apoio e a confiança na vitória que me é transmitida pelos cidadãos", remata.
- Noticiário das 13h
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