09 out, 2025 - 07:37 • Alexandre Abrantes Neves
No dia em que o Governo entrega a proposta de Orçamento do Estado (OE) no Parlamento, o líder parlamentar do PS diz, à Renascença, que o partido tem propostas para subir pensões, mas que isso depende da folga orçamental.
Na campanha autárquica, o líder socialista, José Luís Carneiro, tem insistido que os pensionistas com reformas até aos 520 euros vão perder cerca de 70 euros anuais a partir de 2026, mas sem nunca confirmar se o partido vai avançar ou não com propostas.
Esta quinta-feira, e em declarações à Renascença, Eurico Brilhante Dias diz que o PS já preparou propostas para subir as pensões mais baixas, mas assume que podem ficar se a saúde das contas públicas não for a melhor".
"O Partido Socialista preferia sempre uma solução sustentada, mas insustentável, de aumento das pensões e não uma espécie de lotaria que pode sair ou não em outubro ou novembro de cada ano. O PS tem vontade e tem propostas. Perante o quadro criado por este Governo, vamos ver se permite que os partidos da oposição não arrastem o país - que é aquilo que me parece que, neste momento, há esse perigo - para um défice orçamental", avisou.
José Luís Carneiro considera “incompreensível” a a(...)
Ainda em matéria de OE, Eurico Brilhante Dias prefere não comentar a antecipação da entrega do documento, dizendo que não quer classificar a decisão como uma "manobra de distração" - também José Luís Carneiro já tinha dado um parecer positivo, na quarta-feira, sobre a nova data de entrega.
Noutro plano, o deputado socialista fala ainda da substituição dos dois juízes do Tribunal Constitucional que renunciaram recentemente. Perante a possibilidade de "demora acrescida" no tratamento de certas decisões, como admitido pelo Palácio Ratton à Renascença, Eurico Brilhante Dias diz que há "conversações" e que o tema pode ficar resolvido já "com as datas de votações em novembro", mas ressalva que o importante é escolher bem.
"O Partido Socialista historicamente tem uma negociação e considera que é possível construir soluções de dois terços com o PSD e, naturalmente, com outros partidos democráticos", adiantando ainda que o PS "não discute" com o Chega e que não cabe aos socialistas dizerem se o PSD deve ou não ouvir o partido de André Ventura nesta matéria: "Não me ficava bem responder pelo PSD", rematou.
[Artigo atualizado às 13h20]