Autárquicas 2025
Filipe Araújo termina a campanha com esperança na "independência e liberdade"
10 out, 2025 - 21:19 • Rita Vila Real
O candidato independente pelo movimento "Fazer à Porto" diz que os portuenses não querem voltar a uma liderança partidária "a preto e branco".
No último dia de campanha eleitoral, Filipe Araújo, em entrevista à Renascença, deixa críticas às candidaturas partidárias. O candidato do movimento independente "Fazer à Porto" quer conquistar a Câmara Municipal do Porto com "independência e liberdade".
"Os partidos hoje olham muito para quantas câmaras ganharam, que bandeiras é que podem hastear no fim do dia", critica o candidato independente, que diz que as candidaturas partidárias perpetuam "uma política do antigamente que vai sempre parar àquilo que eles fazem há 50 anos".
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Filipe Araújo considera que "os movimentos independentes são importantes porque são de facto uma lufada de ar fresco na política", um cenário que comprova as intenções de voto dos portuenses nos últimos 12 anos, com o movimento de Rui Moreira no poder, do qual é vice-presidente: "O que foi feito nos últimos 12 anos não tem nada a ver com partidos. Tem a ver com um movimento que tem independência e liberdade na sua génese".
"O que conta mesmo para nós é o domingo e a eleição do domingo. Depois são quatro anos a governar a cidade e a fazer o melhor pelos portuenses", defende Araújo, com esperança de que "no dia 12 muita gente decida que quer continuar com pessoas do Porto a gerir o Porto".
A última ação de campanha do atual vice-presidente da câmara foi na Paróquia da Senhora da Conceição, no Marquês, onde esteve a distribuir refeições às pessoas mais carenciadas no projeto "Porta Solidária".
O candidato acredita que é a liberdade e a independência, as bandeiras da sua campanha, que "nós conseguimos fazer negociações que só interessam aos portuenses, e não negociações que interessam aos partidos", instituições que "prometem tudo a todos", e que vão "pôr o Porto numa situação muito complicada".
A situação pode refletir-se a nível financeiro, que atualmente na cidade "é muito boa", mas que, sem uma boa gestão, "estamos a criar condições para ficarmos sem a liberdade que tanto estimamos. Se perdemos as contas certas, perdemos a liberdade, ficamos completamente dependentes de Lisboa", um cenário que, para Filipe Araújo, é "uma linha vermelha".
Questionado pela Renascença sobre o turismo na cidade, Filipe Araújo diz que o Porto "não é uma "monocultura de turismo": "o turismo é uma atividade económica. O que importa numa cidade é que essa não seja a atividade económica, ou seja, que não seja uma monocultura. Nos últimos anos, criamos muitos empregos, a cidade conseguiu ter mais turismo, conseguiu ter uma economia diferenciada, que não é apenas turismo, e isto é a riqueza da cidade".
A atividade hoteleira e turística foi também responsável pelo crescimento da população, diz o candidato, que contraria discursos dos oponentes que "querem uma cidade parada e sem pessoas, mas esses querem um Porto para voltar para trás. Eu quero um Porto para voltar para a frente".
Filipe Araújo remata com uma mensagem aos eleitores que ainda possam estar indecisos: "Acima de tudo, quem for votar deve acreditar que há pessoas que falam a verdade, e o movimento independente fala a verdade e quer apenas assumir compromissos com as pessoas. No dia do voto, pensem em quem de facto lhes pode propiciar uma melhor vida e pode levar o Porto para outro patamar".
Sobre o seu percurso durante a campanha eleitoral, o candidato independente diz-se satisfeito com as iniciativas que promoveu, numa " campanha alegre, uma campanha a falar com os portugueses, olhos nos olhos e a andar na rua", sempre pondo em primeiro lugar "ouvir as pessoas, perceber os seus problemas e criar uma proposta para o futuro da cidade".
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