13 out, 2025 - 04:32 • João Maldonado
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Faltam poucos minutos para as 20h00. A sala do Epic Sana, arrendada para o efeito, está agora cheia. Vieram todos para ver, em primeira mão, o resultado das projeções lançadas pelas televisões.
À hora certa ouve-se “Vitória!”. O grito reclama a capital para a candidatura que junta PSD, CDS e IL. Por esta altura Carlos Moedas não está na sala. Mas terá certamente ficado logo agradado com a informação que ia sendo conhecida: o possível ganho em Lisboa, mesmo que fosse tangencial, seria, afinal, um ganho.
Nos minutos seguintes o regresso a uma sala bem mais vazia. É hora de jantar e os apoiantes, prevendo uma noite longa, decidem abastecer-se. Pelo meio, o diretor de campanha António Valle chega-se à frente do microfone principal e anuncia “muito otimismo”.
Com o avançar das horas, entre o burburinho que se vai ouvindo, há novos gritos de entusiasmo. A indicação é de vitória em freguesias que pertenciam ao PS, como Campo de Ourique e Campolide, ou a manutenção de outras, como São Domingos de Benfica ou Belém.
Já passava das 00h00 quando a sala explodiu de alegria ao ouvir Alexandra Leitão assumir derrota e entregar definitivamente a autarquia à direita.
Foi a primeira vez que a música, bem alta, que ia passando nas colunas foi interrompida.
A festa era grande e maior ficou quando 45 minutos depois Luís Montenegro se chegou à frente. “Shiu”, escutou-se em decibéis bem elevados. O respeito verticalizado num silêncio absoluto foi gigantesco. Todos quiseram ouvir as palavras de Montenegro a renovar a conquista da capital.
É agora 1h30. A impaciência vai crescendo, mas os apoiantes não desanimam totalmente. Querem ir descansar depois de longas horas em pé, mas aguentam firmes, com sala cheia, para assistirem à chegada.
O vencedor da noite entra entre fortes aplausos e gritos de júbilo. “Moedas, Moedas, Moedas!”. Está por aqui e com uma tela de fundo que diz “Obrigado”, de braços no ar e com a família ao lado, agradece aos lisboetas que o elegeram.



“Uma responsabilidade enorme”, assume, agora com mais um vereador do que nos últimos quatro anos (dentro da coligação a IL garante dois e o CDS mantém Diogo Moura): "Governámos com muita dificuldade é verdade, com oito vereadores poderemos fazer muito mais", sublinha Carlos Moedas, sem esquecer as críticas que manteve durante a campanha à adversária Alexandra Leitão.
"Tentarei ser, como sempre fui, um moderado, um tolerante; estamos nuns tempos mais difíceis em que o Partido Socialista se uniu com a esquerda radical; tive quatro anos muito difíceis, estes não serão tão difíceis, dá-me uma confiança enorme", reforça.
O discurso dura cerca de 15 minutos. Foram prometidas perguntas aos jornalistas, mas apenas as televisões as puderam fazer.