Ouvir
  • Noticiário das 2h
  • 07 jun, 2026
A+ / A-

Presidenciais 2026

Manuel Monteiro: “Não me sinto muito entusiasmado com as próximas presidenciais”

19 out, 2025 - 08:10 • Marisa Gonçalves

Antigo líder do CDS afirma não ter ainda um candidato de eleição. Quanto às autárquicas do passado domingo, diz ter ficado satisfeito com os resultados do partido, que voltou a vencer os seis municípios onde já liderava a câmara.

A+ / A-

O antigo líder do CDS, Manuel Monteiro, diz não ter ainda escolhido o candidato em quem irá votar nas presidenciais de janeiro. Em declarações à Renascença, Manuel Monteiro confessa-se pouco entusiasmado com esta corrida a Belém.

“Não defini [um candidato]. Não me sinto muito entusiasmado com as próximas eleições presidenciais. Provavelmente é defeito meu, mas não sinto grande entusiasmo em relação ao que até agora tenho visto e ouvido, mas pode ser que no decurso da campanha eleitoral esta minha impressão menos positiva possa modificar-se", afirma.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Já quanto às eleições autárquicas, o jurista e professor universitário assume ter ficado "muito satisfeito" com os resultados obtidos pelo partido. Manuel Monteiro entende que é mais uma prova de que o partido está vivo e sublinha exemplos onde o CDS concorreu em coligação.

"Eu penso que a circunstância de o CDS ter conseguido manter todas as câmaras municipais, de há quatro anos a esta parte, e ter ainda aumentado a sua presença noutras autarquias, é extraordinariamente positivo. Mais positivo é porque, embora isso tenda a ser desvalorizado, e algumas vezes mal do meu ponto de vista, ganhou também com coligações. Quando se diz que o PSD ganhou o Porto, ganhou sim e em coligação com outros partidos, um dos quais o CDS. Diz-se que o PSD ganhou a Câmara de Lisboa. Não, o PSD ganhou a autarquia em coligação também com o CDS e com a Iniciativa Liberal. Portanto, esta ideia de que o CDS tem hoje menos votos é verdade, mas esses menos votos são ainda os essenciais e os necessários para fazer com que determinadas forças políticas não vençam eleições”, declara.

As declarações do ex-líder do CDS foram proferidas à margem da conferência comemorativa dos 50 anos do IDL- Instituto Adelino Amaro da Costa, do qual é presidente do Conselho Diretivo.

A cerimónia que decorreu no Teatro Thalia, em Lisboa, contou com a presença do Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa e do ministro da Defesa, Nuno Melo.

Sobre a data assinalada este sábado, Manuel Monteiro referiu que é uma forma de valorizar o trabalho daquela que é considerada amais antiga instituição portuguesa de formação política.

“O instituto é uma escola de quadros que quer ser de referência na área do pensamento da democracia cristã e do conservadorismo democrático”, sublinhou à Renascença.

O IDL- Instituto Adelino Amaro da Costa foi constituído em outubro de 1975 e teve como fundadores Adelino Amaro da Costa, Basílio Horta, Emídio Pinheiro, Eugénio Anacoreta Correia, José Manuel Macedo Pereira, Pedro Pestana de Vasconcelos e Víctor Sá Machado.

Ouvir
  • Noticiário das 2h
  • 07 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque