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ministro pinto luz à renascença

"Não há arrependimento" sobre conceito de "rendas moderadas até 2.300 euros"

21 out, 2025 - 06:30 • Pedro Mesquita , com redação

Ministro das Infraestruturas e Habitação vai iniciar uma volta a Portugal, pela Estrada Nacional 2, entre Chaves e Faro, para ver "os problemas que a infraestrutura tem, os problemas na habitação, na mobilidade".

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Pinto Luz à Renascença: "Não há arrependimento" com rendas moderadas até 2.300
"Não há arrependimento" com rendas moderadas até 2.300

"Não há arrependimento", afirma o ministro das Infraestruturas e Habitação, Miguel Pinto Luz, sobre a questão do limite de 2.300 euros para apoios às chamadas rendas moderadas.

Em declarações à Renascença, o ministro assegura que não vai alimentar "semânticas" e nega que tenha existido qualquer erro de comunicação.

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Durante a campanha das autárquicas, o social-democrata Luís Filipe Menezes, que acabaria por conquistar a Câmara de Gaia, disse à Renascença que o "ministro não foi nada feliz" sobre o valor das rendas moderadas, mas Pinto Luz desconhecia a crítica.

“Desconheço essas declarações, mas não há arrependimento. O Governo apresentou uma proposta para a habitação que é absolutamente clara. Pela primeira vez, desde os mais necessitados aos menos necessitados, há uma aposta em todos. Só fica de fora o luxo”, responde o ministro das Infraestruturas e Habitação.

Miguel Pinto Luz rejeita qualquer erro de comunicação e lamenta que em Portugal haja “uma preocupação de nos focarmos na semântica e pouco na ação”.

Nós somos um Governo de ação e, portanto, aquilo que fizemos foi reduzir o IVA, reduzir o IRS dos senhorios, aumentar as deduções fiscais dos inquilinos e isso é fazer”, sublinha.

Para ajudar a resolver a crise na habitação, o ministro defende que “a moderação no mercado só é introduzida com políticas fiscais agressivas”, mas também a “incentivar, ainda mais, rendas mais baixas”.

Governo vai dar a volta a Portugal

O ministro das Infraestruturas e Habitação falou à Renascença pouco antes de percorrer, durante quatro dias, a Estrada Nacional 2, de Chaves até Faro, num périplo a que dá o nome "Ver Para Fazer".

Também haverá anúncios durante esta volta a Portugal, mas Miguel Pinto Luz não quer levantar muito a ponta do véu.

“Ao longo da viagem, esses anúncios serão feitos. Essencialmente, vamos ver os problemas que a infraestrutura tem, os problemas na habitação, na mobilidade. Um périplo de quatro dias, 737 quilómetros, é o momento certo para nós no terreno vermos os problemas reais”, sublinha o governante.

As ideias a apresentar têm “muito a ver com infraestruturas, investimentos em rodovia em cada um destes municípios, investimentos em habitação, investimentos em mobilidade”, conclui Miguel Pinto Luz.

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