Lei da Nacionalidade
Montenegro não se intromete em "atitudes ciumentas" entre Chega e PS
24 out, 2025 - 00:00 • Pedro Mesquita, enviado da Renascença a Bruxelas , com redação
Em causa estão as negociações em torno da Lei da Nacionalidade, que decorrem na Assembleia da República.
O primeiro-ministro, Luís Montenegro, diz que não está interessado em intrometer-se em “atitudes ciumentas” entre Chega e PS sobre a Lei da Nacionalidade.
"Nós queremos resolver os problemas das pessoas e os problemas do país”, começou por referir durante uma conferência de imprensa, esta quinta-feira, após a reunião do Conselho Europeu, em Bruxelas.
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“Não estamos interessados em discutir se o fazemos com o maior apoio ou participação ou colaboração do partido A ou do partido B e muito menos nos queremos intrometer em algumas atitudes mais ciumentas de um e do outro", disse o chefe de Governo.
Ainda não foi esta quinta-feira que o parlamento discutiu e votou a Lei da Nacionalidade, com o PSD a pedir mais um adiamento para negociar as alterações, uma vez que ainda não há acordo para aprovar a nova lei.
O líder parlamentar do PSD, Hugo Soares, justifica este adiamento para se tentar chegar a um consenso parlamentar o mais amplo possível, mas o Chega entende que os social-democratas estão, nesta lei, a privilegiar o Partido Socialista.
“Se a ideia do PSD é viabilizar as propostas que acabaram de dar entrada do Partido Socialista, acho que não vale a pena adiar, porque nós vamos votar contra todas. Se for para realmente haver um esforço sério de tentar chegar a um acordo sobre alguns pontos da lei que nós, inclusivamente, já fizemos chegar ao Partido Social-Democrata, não temos qualquer problema com isso”, disse na deputada do Chega, Cristina Rodrigues.
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