Ouvir
  • Noticiário das 2h
  • 07 jun, 2026
A+ / A-

Pedro Soares não é candidato à liderança do BE e defende adiamento da convenção

25 out, 2025 - 18:57 • Hugo Monteiro , Olímpia Mairos

Segundo o bloquista, o adiamento iria permitir "um grande debate interno, aberto, sem as baias que o atual secretariado nacional está a colocar".

A+ / A-

O opositor interno da atual direção do Bloco de Esquerda (BE) e candidato contra Mariana Mortágua quando foi eleita coordenadora do partido pela primeira vez, Pedro Soares defende o adiamento da Convenção Nacional do final de novembro.

Horas depois de Mariana Mortágua ter anunciado que não é recandidata à liderança do BE, Pedro Soares diz à Renascença que "era preferível que não houvesse convenção neste momento", até porque, tendo sido já anteriormente adiada, "adiava-se mais algum tempo".

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

Uma decisão que iria permitir, em contrapartida "um grande debate interno, aberto, sem as baias que o atual secretariado nacional está a colocar".

Pedro Soares diz que não será candidato e que não vai participar da Convenção. Também não vê quem poderá suceder a Mariana Mortágua: "Não confio que haja, por intuição, uma solução".

"Tudo se perspetiva para que nada mude no Bloco de Esquerda, e isso é que é grave. Uma vaga de fundo, que dê uma nova orientação política ao Bloco, se ainda for a tempo, é que era absolutamente necessário", defende.

Pedro Soares considera que "a situação tem vindo a degradar-se cada vez mais", o que "decorre da sucessão de atos eleitorais em que o BE teve derrotas sucessivas". Diz que a atual direção "foi incapaz de fazer balanços e retirar conclusões e consequências", sendo que "tudo isto não dependia apenas da Mariana Mortágua".

"Eu acho que há uma direção, mais concretamente o Secretariado da Mesa Nacional, que é responsável por esta atitude e neste momento o que está a acontecer é que estão a oferecer a cabeça da Mariana numa bandeja para salvar a própria direção", com o objetivo de "mudar alguma coisa", sem que "no fundamental, nada seja alterado", declara.

A coordenadora do Bloco de Esquerda vai deixar o Parlamento após a discussão sobre o Orçamento do Estado.

Mariana Mortágua anunciou este sábado que não vai recandidatar-se à liderança do partido, cuja convenção nacional está marcada para o final de novembro.

Em conferência de imprensa, Mortágua confirmou publicamente a sua decisão, já comunicada previamente aos militantes através de uma mensagem onde explicava os motivos da sua escolha.

“Tomo esta decisão porque acredito que o Bloco pode beneficiar com novas pessoas e novas vozes. É uma decisão pessoal. O futuro do Bloco será decidido coletivamente na próxima Convenção”, afirmou a dirigente bloquista.

A deputada revelou ainda que abandonará o Parlamento assim que concluir o processo orçamental.

Segundo explicou, começou a ponderar a saída após as últimas eleições legislativas, mas optou por não a anunciar mais cedo por considerar que seria “irresponsável tomar uma decisão precipitada e deixar o Bloco num vazio político antes da convenção marcada para novembro”.

Mariana Mortágua sublinhou que continuará ativa na política e no Bloco de Esquerda, embora fora dos cargos de coordenação e representação parlamentar.

Ouvir
  • Noticiário das 2h
  • 07 jun, 2026
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Vídeos em destaque