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PARLAMENTO

Ministra da Saúde recusa deixar o cargo: "Não, não me demito"

31 out, 2025 - 16:17 • Susana Madureira Martins

Ana Paula Martins está a ser ouvida no Parlamento e já lamentou a morte de uma grávida de 38 anos que foi inicialmente assistida no hospital Amadora Sintra. A ministra justifica ainda o aumento de partos fora dos hospitais devido a "grávidas que nunca foram seguidas durante a gravidez" e "recém-chegadas a Portugal".

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A ministra da saúde, Ana Paula Martins, recusa demitir-se do cargo e, perante os deputados da comissão parlamentar de Orçamento e Finanças, onde está a apresentar o orçamento da sua tutela, respondeu à questão do Chega sobre se considera que tem as condições para se manter à frente da pasta respondeu taxativa: “Não, não me demito”.

A resposta da ministra não foi imediata, foi necessário que Marta Silva do Chega insistisse na pergunta, na sequência da morte, esta madrugada, de uma grávida de 38 anos, após ter sido atendida no hospital Amadora-Sintra. Ana Paula Martins baseou a sua primeira resposta no comunicado do hospital, referindo “lamentar” o sucedido.

Na intervenção inicial, a ministra admitiu, entretanto, o aumento de partos fora dos hospitais, em ambulâncias e na via pública. A ministra refere que “maioritariamente se tratam de grávidas que nunca foram seguidas durante a gravidez, recém-chegadas a Portugal, com gravidezes adiantadas e que, nalgumas vezes, nem falam português”, disse Ana Paula Martins.

Líder do PS causa "perplexidade" à ministra da Saúde

Durante o debate com os deputados, Ana Paula Martins Líderes falou ainda em "perplexidade" na sequência das recentes declarações do líder do PS, José Luís Carneiro que acusou a ministra de ter perdido "autoridade política" para continuar no cargo.

A ministra da Saúde lamentou os "líderes com responsabilidades a tomarem iniciativas sobre membros do governo com base em noticias é a maior perplexidade". O secretário-geral do PS pediu esta semana a cabeça de Ana Paula Martins na sequência de uma manchete do jornal "Público" que dava conta que os administradores hospitalares do SNS receberam indicações do executivo para cortarem na despesa, mesmo que isso implique abrandar consultas e cirurgias.

Ana Paula Martins não confirma essa informação: "Ninguém recebeu nenhuma orientação do diretor executivo, nem foi dada orientação".

O "caminho das pedras" do OE da saúde

Na intervenção inicial, a ministra da Saúde referiu ainda que o orçamento para a área que tutela é "resultado de reflexão muito além de uma simples manobra de ser popular", avisando os deputados para esta fase de especialidade que o diploma "não pode subir indefinidamente, os senhores deputados têm de saber isso".

Ana Paula Martins refere que a área da Saúde tem pela frente o "caminho das pedras" e que "não chega bater no peito e dizer que é preciso mais dinheiro".

No dia a seguir aos apelos do Presidente da República para um "acordo político" nesta área, a ministra vem dizer que "se a saúde dos portugueses é o que nos une, temos de entender-nos", alertando que o problema "não é ter mais dinheiro, mas ter mais dinheiro para o que é preciso".




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  • Sara
    01 nov, 2025 Lisboa 13:28
    Tanta falta de pulso, tanto desconhecimento, tanta pacificação, é o mal destes pais, os corruptos e as elites a mandarem no país.

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