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Ventura: "Não precisamos de uma greve geral"

09 nov, 2025 - 17:22 • João Maldonado

Líder do Chega e candidato a Presidente da República acusa os sindicatos de serem "sanguessugas" que não querem resolver verdadeiramente os problemas. Diz que é preciso um consenso nacional para melhorar a economia e a legislação laboral. E que podem contar com o partido para isso.

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André Ventura marcou a conferência de imprensa deste Domingo à tarde com o intuito de falar sobre a greve geral convocada pela UGT e CGTP para 11 de Dezembro, mas decidiu começar o discurso pelo que diz ser um “um aumento da criminalidade violenta e organizada que estão a deixar Portugal um país mais inseguro”.

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O líder do Chega – e candidato presidencial – apela novamente a uma reação firme do mundo político e explica que se for eleito para o mais alto cargo do país será favorável à implementação de “uma espécie de estado de emergência para dar mais poderes à polícia”, de forma a “poder disparar quando tem de disparar para poder manter a ordem pública”. Ventura diz que ninguém pode ficar indiferente ao que diz ser um “rol de crimes cada vez mais graves e à vista de todos”.

Cumprida a introdução, chegamos ao objeto central da comunicação: a greve geral agendada para daqui a cerca de 1 mês. “Nós não precisamos de uma greve geral: uma paralisia num momento em que estamos a competir para conseguir crescer o emprego, os salários, as pensões é um erro”, sublinha.

Entre críticas aos sindicatos – que diz serem “sanguessugas”, que não querem verdadeiramente chegar a entendimentos e apenas veem a economia como “uma luta entre quem trabalha e quem investe” – Ventura diz que é possível chegar a um entendimento com o Governo. Fala na necessidade de um “grande consenso nacional sobre precisarmos de modernizar a nossa economia, a lei, mas garantir que são tidas em conta as mães que precisam de amamentar, os trabalhadores por turnos e de trabalho suplementar”.

André Ventura diz que se o Governo tiver essa vontade tem, no fundo, a faca e o queijo na mão para melhorar, em conjunto com o Chega, a legislação laboral: que não é “uma batalha direita-esquerda”. Como linhas vermelhas, estabelece a proteção dos direitos de maternidade e de amamentação e a valorização do trabalho desempenhado por turnos ou de forma suplementar. Sugere também que fará sentido dar a possibilidade aos trabalhadores de, se assim quiserem, comprar dias de férias.

É o resumo de meia-hora de discurso do presidente do Chega que quer também ser, nas eleições de Janeiro, Presidente da República.

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