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Presidenciais

Gouveia e Melo acusa Lusa de fazer notícia falsa, direção da agência repudia

10 nov, 2025 - 14:39 • Lusa

No livro, "Gouveia e Melo diz expressamente que foi um artigo publicado no Expresso, a 03 de outubro de 2024, sob o título "Almirante quer mais dois submarinos para ficar na Armada e desistir de Belém", que o levou a "definir o rumo" ou seja, a avançar com a candidatura".

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A candidatura de Gouveia e Melo acusou esta segunda-feira a Lusa de ter feito uma notícia falsa sobre o momento em que o ex-Chefe da Marinha decidiu concorrer às presidenciais, mas a Direção de Informação da agência repudiou a acusação.

Numa nota à comunicação social, a candidatura refere que a notícia da Lusa, com o título "Presidenciais: Gouveia e Melo revela que foi tentativa de Marcelo para o travar que o levou a candidatar-se" "é falsa e enferma de uma falta de rigor inaceitável, razão pela qual se exige a reposição da verdade dos factos".

"Não se refere, em momento algum, durante a entrevista" para o livro "As Razões" como "tendo sido o Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa, ou qualquer declaração sua, a motivação para se candidatar à Presidência da República, conforme pode ser facilmente comprovado nas páginas 123, 124 e 125 do referido livro", refere a nota.


A notícia, segundo a candidatura de Gouveia e Melo, "é falsa, e porque na política e no jornalismo não pode valer tudo" solicitou a publicação de um esclarecimento.

Direção de Informação da Lusa "rejeita e repudia"

Em resposta, a Direção de Informação da Lusa "rejeita e repudia" as "acusações de que a notícia em causa seja falsa e, muito menos, que a agência contribua para a desinformação e tenha manipulado declarações de Henrique Gouveia e Melo, como refere a candidatura".

"Como bem diz na sua nota a candidatura de Gouveia e Melo, "na política não pode valer tudo"", conclui a Direção de Informação num comunicado intitulado: "A Lusa mantém a sua notícia "Gouveia e Melo revela que foi tentativa de Marcelo para o travar que o levou a candidatar-se"."

No livro, segundo a nota da direção da Lusa, "Gouveia e Melo diz expressamente que foi um artigo publicado no Expresso, a 03 de outubro de 2024, sob o título "Almirante quer mais dois submarinos para ficar na Armada e desistir de Belém", que o levou a "definir o rumo" ou seja, a avançar com a candidatura".

"Foi esse artigo que me fez definir o rumo. Porque quando o li, fiquei mesmo danado", afirma o ex-chefe do Estado-Maior da Armada, na página 124 do livro "Gouveia e Melo - As Razões", que tem chancela da Porto Editora", refere a Direção de Informação, que reproduz, na nota, a notícia da Lusa.

A candidatura lamenta que "seja a Agência Lusa, órgão de comunicação social que integra o serviço público de informação, que desta forma contribua para a proliferação de uma notícia que objetivamente visou desinformar e manipular as declarações proferidas por Henrique Gouveia e Melo no livro atrás citado".

O que explica, segundo a nota, a decisão de concorrer foi "ter percebido que o Presidente da República e o Governo não estavam verdadeiramente interessados em nada da defesa e, portanto, não teria oportunidade de fazer a diferença enquanto CEMA".

"A candidatura à Presidência da República foi motivada, sobretudo, pela vontade de continuar a servir Portugal de forma ativa e a contribuir para os destinos do País, perante um cenário de instabilidade política a nível nacional e de incerteza internacional", lê-se no comunicado.

No domingo, a Lusa noticiou que o almirante Gouveia e Melo só decidiu avançar para Belém quando leu uma notícia no Expresso de que Marcelo Rebelo de Sousa pretendia travar a sua candidatura presidencial através da sua recondução como chefe da Armada.

Questionado pela Renascença, Gouveia e Melo preferiu não reagir à resposta da agência Lusa.

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  • Manual de erros
    10 nov, 2025 a não cometer 19:04
    Como passar de Vencedor antecipado à 1.ª Volta, para Derrotado sem ir à 2ª Volta? Perguntem a Gouveia e Melo. É qualquer coisa como ter escolhido para mandatário um político derrotado que foi o pior líder que o PSD teve e perdeu todas as eleições que disputou, exceto as internas, que são mais de caciquismo que de outra coisa, continuem por ter-se rodeado de políticos que andam às dezenas de anos por cá quando se apresentava como uma Voz nova com ideias novas, e sigam para uma impreparação que o faz parecer um tonto sem rumo, a qualquer pergunta mais incisiva. Eis como se perde uma Eleição "ganha à partida"...

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