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Presidenciais 2026

Gouveia e Melo rejeita "papel decisivo" de Marcelo na decisão de se candidatar

10 nov, 2025 - 21:45 • Ricardo Vieira

Candidato presidencial tenta esclarecer polémica relacionada com livro de entrevistas e visa Marques Mendes: "Parece que tem uma fixação em mim e o protetor dele também". Em entrevista à RTP, candidato defende que Presidente deve ter um "papel ativo" na resolução dos problemas do país.

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Henrique Gouveia e Melo garante que Marcelo Rebelo de Sousa não teve qualquer influência na sua decisão de entrar na corrida às eleições presidenciais de 18 de janeiro de 2026.

"Ontem saiu uma notícia que alegava que o senhor Presidente teve um papel decisivo na minha decisão. Isso não é verdade", afirmou esta segunda-feira o candidato presidencial, em entrevista à RTP Notícias.

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"Essa notícia é baseada num livro que foi escrito - um livro de entrevistas - e não há nada como verificar a entrevista. Nessa entrevista não digo isso e, portanto, é uma falsa alegação que me foi atribuída", argumenta o antigo Chefe do Estado-Maior da Armada.

Questionado se ficou com a convicção de que Marcelo Rebelo de Sousa tentou travar a sua candidatura, Gouveia e Melo fala em "pequena política".

“Essa convicção é para mim, neste momento, pequena política. Porque não foi essa convicção que me fez decidir para um lado ou para o outro e esse problema é, para mim, um problema do passado. O que me interessa são os problemas do futuro, que problemas é que tem o país e como podemos resolver esses problemas. O país tem graves problemas que anda a adiar e nós temos que resolver esses problemas."

O candidato presidencial refere que a sua resposta no livro "Gouveia e Melo - As Razões" "não tem a ver com o conteúdo do artigo [do jornal Expresso], tem a ver com o título".

"O título do artigo indiciava que eu estava a fazer chantagem com o Governo. Isso era uma coisa muito feia, que me atribuíram e que eu não gostei. Nesse momento, achei que não tinha condições para continuar a exercer as minhas funções de forma normal dentro da Defesa. Atribuírem ao chefe militar que está a fazer chantagem para continuar nas Forças Armadas, julgo que era uma coisa muito grave que não podia passar incólume. Deixou-me revoltado”, reconhece.

"Marques Mendes tem uma fixação em mim"

O também candidato presidencial Marques Mendes criticou Gouveia e Melo, por considerar que tem uma tendência para dizer "disparates, entrar em contradições ou para gerar precipitações e polémicas".

Na resposta, Gouveia e Melo lamenta afirmações de "pequena política e pequena intriga".

"Parece que Marques Mendes tem uma fixação em mim e o protetor dele também", lamentou, numa referência a Cavaco Silva.

Presidente “pode ter um papel ativo”

Nesta entrevista à RTP Notícias, Gouveia e Melo acredita “vivamente” que o Presidente da República “pode ter um papel ativo” na resolução dos problemas do país, “através da magistratura de influência, mas não só”.

"A alternativa é dizer que o topo da pirâmide política é só figurativa, não serve para nada. Isso não me parece que seja o semi-presidencialismo nem o que é o nosso sistema. Acredito que posso contribuir para uma mudança significativa e para impulsionar Portugal, claro, com o Governo e com todo o sistema político", sublinha.

Gouveia e Melo decidiu ser candidato à Presidência da República porque acredita que deve servir Portugal, "neste momento, de forma política e não continuando a servir na Defesa".

"Motivou-me a instabilidade internacional, democracia com sinais de instabilidade interna, de descrédito interno, uma economia que não é pujante e que distribui pobreza em vez de distribuir riqueza, e alguma falta de ambição geral", indica.

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