Ouvir
  • Noticiário das 14h
  • 14 dez, 2025
A+ / A-

TAP deve manter operação nacional e reembolsar Estado, defende secretário-geral do PS

18 nov, 2025 - 00:13 • Lusa

José Luís Carneiro alertou esta segunda-feira para os riscos da privatização da TAP, defendendo o papel estratégico da companhia aérea e a manutenção da sua operação em território nacional. O líder do PS garantiu que o partido irá escrutinar o processo a partir do Parlamento.

A+ / A-

O secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, alertou esta segunda-feira para os riscos associados à privatização da TAP, defendendo o papel estratégico da companhia aérea e apelando à salvaguarda da identidade e operação em território nacional.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui.

Durante uma visita à Cerci Flor da Vida, no complexo social e de saúde da Quinta das Rosas, na Azambuja, o dirigente socialista sublinhou que a TAP deve manter a sua função de "hub" em Lisboa, assegurando ligações com as comunidades portuguesas, as regiões autónomas e os principais centros urbanos do país.

"A TAP tem de continuar a cumprir a sua função estratégica de ligação entre a Europa e os continentes americano, africano e asiático. Essa é também a função estratégica de Portugal no mundo", afirmou, acrescentando que a companhia deve preservar as atividades de manutenção e os efeitos positivos que gera na economia nacional.

O secretário-geral socialista confirmou ter enviado uma carta ao primeiro-ministro sobre o processo, como noticiado hoje pelo Público, garantindo que o PS fará "o escrutínio da forma como foi realizada a privatização" a partir da Assembleia da República.

Questionado sobre preferências quanto ao comprador, respondeu que o processo deve decorrer "com normalidade, salvaguardando a integridade e isenção dos júris".

O socialista alertou ainda para a necessidade de garantir que o futuro comprador reembolse o Estado pelos 3.200 milhões de euros investidos durante a pandemia.

Sobre a legislação laboral e a possibilidade de uma greve geral de dois dias, o líder socialista recordou que, desde agosto, tem vindo a alertar para os pontos críticos das propostas em discussão.

"Desde agosto que temos chamado a atenção para a sensibilidade das propostas laborais. Fizemos esse trabalho com as centrais sindicais e os parceiros da concertação social", afirmou, recusando comentar diretamente a possibilidade de uma greve geral de dois dias e remetendo essa avaliação para os sindicatos.

Sobre as eleições presidenciais, José Luís Carneiro recusou-se a comentar o posicionamento ideológico do candidato apoiado pelo PS, António José Seguro, afirmando: "Todos sabem qual é o posicionamento político e ideológico de alguém que foi secretário-geral do Partido Socialista".

"Nenhum de nós gosta de estar dentro de gavetas", acrescentou, recusando rótulos ideológicos.

A visita à Cerci Flor da Vida marcou o início de uma rota de três dias pelo distrito de Lisboa, com passagem por diversas instituições de cariz social.

José Luís Carneiro destacou o investimento de sete milhões de euros que está a ser realizado na instituição para a construção de um novo complexo social e de saúde, que visa aumentar a capacidade de resposta desta estrutura às pessoas com deficiência e às suas famílias em toda a região.

"É um exemplo de políticas públicas concretas, com diagnóstico prévio e planeamento conjunto entre Governo, autarquia e instituições de solidariedade social", afirmou, sublinhando que a obra permitirá a criação de cerca de 200 postos de trabalho qualificados, com remunerações acima da média praticada no setor.

O socialista considerou a infraestrutura "estratégica" para a área metropolitana de Lisboa, destacando a resposta que dará a famílias com dificuldades graves, nomeadamente em áreas como o autismo.

Tópicos
Ouvir
  • Noticiário das 14h
  • 14 dez, 2025
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+