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Cotrim de Figueiredo critica "pressãozinha" de ministra sobre greve geral

02 dez, 2025 - 13:19 • Filipa Ribeiro

Candidato à Presidência da República assume que não faria declarações como as últimas da ministra do Trabalho sobre serviços mínimos e requisição civil. Cotrim de Figueiredo espera ainda regresso de Marcelo Rebelo de Sousa em "plenos poderes"

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João Cotrim de Figueiredo criticou esta terça-feira a "pressãozinha" da ministra do Trabalho sobre a greve geral marcada para 11 de dezembro. O candidato presidencial falava aos jornalistas, em Lisboa, à margem da apresentação de um estudo sobre a perceção da deficiência.

Maria do Rosário Palma Ramalho admitiu, esta segunda-feira, que o Governo "espera que o cumprimento dos serviços mínimos torne absolutamente desnecessária qualquer requisição civil” — declaração que, para o candidato presidencial, tem "todo o ar de ser pressãozinha".

Para Cotrim de Figueiredo, é um género "dispensável" e afirmou que ele próprio nunca faria tal declaração.

O candidato presidencial adiantou ainda que a alteração à lei laboral deve torná-la mais flexível e que "se não for com essa intenção", o Governo não deveria ter comprado uma guerra com as centrais sindicais.

O candidato a Belém considera ainda erradas declarações, como as do primeiro-ministro, que associam a greve geral a intenções partidárias.

Noutro plano, João Cotrim de Figueiredo diz estar a acompanhar o estado de saúde de Marcelo Rebelo de Sousa, desejando ao Chefe de Estado a “continuação de um restabelecimento pleno” e recomendando ao Presidente da República “que se mexa, porque neste tipo de intervenções a mobilidade precoce é aquilo que mais garante o restabelecimento pleno”.

O candidato à Presidência realçou ainda que "será um prazer voltar a ver o Presidente em plenos poderes”.

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