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Presidenciais. Catarina Martins diz que lutará para estar na segunda volta

03 dez, 2025 - 16:05 • Lusa

A ex-coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou estar "do lado das pessoas que lutam para ultrapassar as crises do país, pela dignidade do trabalho e pela resposta do Estado, que não pode continuar a falhar como tem falhado".

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A candidata Catarina Martins disse esta quarta-feira que "lutará para estar na segunda volta" das presidenciais, após António José Seguro ter apelado ao voto útil em si para garantir uma presença da esquerda numa segunda etapa da corrida a Belém.

"Não há esquerda na segunda volta se não houver nenhum candidato que seja capaz de dizer que aquilo que o move é a dignidade de quem trabalha e de quem trabalhou toda uma vida e que acha fundamental que o Estado responda à população com serviços públicos capazes. Eu lutarei para estar na segunda volta, porque eu serei essa voz", afirmou.

A candidata presidencial apoiada pelo BE respondia aos jornalistas, à margem de uma visita a uma Unidade de Saúde Familiar em Faro, quando questionada sobre a possibilidade de a esquerda correr o risco de não ter qualquer candidato numa segunda volta nas eleições presidenciais de 18 de janeiro.

No debate televisivo que na segunda-feira opôs o candidato apoiado pelo Livre, Jorge Pinto, e o antigo líder do PS, este defendeu que uma presença na segunda volta só poderia acontecer se houver uma convergência de votos na sua candidatura.

Instada a reagir a esse apelo ao voto útil feito pelo candidato apoiado pelo PS, Catarina Martins afirmou que até recebeu o incentivo de pessoas do PS para se candidatar, porque "precisavam de ter em quem votar" para que se pudesse resolver as crises do país.

"António José Seguro esteve no passado da "troika" e continua a estar hoje porque continua a dizer que é nisso que acredita, ao lado daquelas pessoas que acharam que as crises do nosso país se ultrapassavam tirando mais rendimento a quem vive do seu trabalho e fragilizando ainda mais os serviços públicos", referiu.

A candidata presidencial e ex-coordenadora do Bloco de Esquerda afirmou estar, em contraposição, "do lado das pessoas que lutam para ultrapassar as crises do país, pela dignidade do trabalho e pela resposta do Estado, que não pode continuar a falhar como tem falhado".

A também eurodeputada disse ainda considerar que quem tem responsabilidades políticas e não é capaz de analisar o momento atual e perceber o que é preciso fazer de diferente "tem uma absoluta cegueira", defendendo que o país precisa de "novas soluções".

Além de Catarina Martins (apoiada pelo BE), às eleições presidenciais anunciaram, entre outros, as suas candidaturas André Ventura (apoiado pelo Chega), António Filipe (com o apoio do PCP), António José Seguro (apoiado pelo PS), João Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Henrique Gouveia e Melo e Luís Marques Mendes (com o apoio do PSD).

Segundo o portal da candidatura, do Ministério da Administração Interna, há mais 31 cidadãos que se encontram a recolher assinaturas para uma candidatura à Presidência.

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