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45.º aniversário da morte de Francisco Sá Carneiro

Montenegro: "45 anos depois há outra AD, mas com o mesmo espírito de reformismo"

05 dez, 2025 - 00:31 • Marisa Gonçalves

O primeiro-ministro refere um “legado vivo e inspirador”, argumentando ainda que os partidos que sustentam o Governo não se "distraem com direitas, com esquerdas, com extremismo".

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O primeiro-ministro, Luís Montenegro, considera que, tal como há 45 anos, estão hoje presentes os princípios fundamentais da AD.

À saída de uma missa em memória de Francisco Sá Carneiro e Adelino Amaro da Costa, que morreram há 45 anos num acidente de aviação em Camarate, o chefe do Governo garantiu que, apesar dos desafios da nova AD, o Executivo mantém a missão reformista e de transformação do país.

“Estamos numa outra circunstância histórica, com uma outra Aliança Democrática, mas com o mesmo espírito de transformação, reformismo, com o espírito de missão, de solidariedade, de respeito e tolerância democrática, mas também com a convicção de que o caminho é este, que é preciso seguir em frente e, muitas vezes, ultrapassar algumas resistências, algumas dificuldades”, declarou aos jornalistas.

O primeiro-ministro falou de um “legado vivo e inspirador”, argumentando ainda que os partidos que sustentam o Governo não se "distraem com direitas, com esquerdas, com extremismo" e "focam a sua ação política nas pessoas e dando respostas às pessoas".

Questionado sobre se a AD de há 45 anos estaria orgulhosa da atual coligação, o líder do Governo respondeu de forma afirmativa e acrescentou: “Nós não somos revolucionários, somos reformistas, não somos passivos perante a realidade, não estamos aqui para deixar tudo na mesma, e sabemos que aquilo que fazemos hoje vai produzir resultados amanhã”.

Na mesma ocasião, o primeiro-ministro foi questionado sobre se a aprovação do novo regime de retorno de migrantes visa acelerar o combate à imigração ilegal. Na resposta, Luís Montenegro apenas disse que o país se torna “mais forte” com aqueles que querem vir trabalhar para Portugal, assegurando estar a construir um país com mais humanidade.

“Na política de imigração, nós salvaguardamos as pessoas. As pessoas que querem vir para Portugal trabalhar e que nós queremos que venham segundo as regras e que queremos acolher com dignidade, com humanismo, para que elas sejam felizes, para que elas contribuam para o desenvolvimento do nosso país, para que tenham uma oportunidade, para que se integrem bem, é isso que nós estamos a fazer. É exatamente com o espírito da ação de Francisco Sá Carneiro, de Adelino Amaro da Costa, da Aliança Democrática de 1979 e de 1980", reiterou.

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