Ouvir
  • Noticiário das 1h
  • 12 fev, 2026
A+ / A-

Presidenciais

Seguro não comenta salários e Montenegro, mas também pede governos "com estratégia"

07 dez, 2025 - 19:02 • Alexandre Abrantes Neves

O candidato presidencial apoiado pelo PS prefere não falar sobre Montenegro e o salário mínimo a 1.600 euros, mas vinca que o país precisa de governos capazes de promover uma "economia mais competitiva".

A+ / A-

O candidato presidencial António José Seguro prefere não comentar as palavras do primeiro-ministro, mas pede “governos com projetos estratégicos” para Portugal.

No sábado, Luís Montenegro afirmou, no encerramento do X Congresso Nacional dos Autarcas Social-Democratas no Porto, que o executivo quer que o “salário mínimo chegue aos 1.500 ou 1.600 euros” e o salário médio a tocar nos “ 2.500, 2.800 ou 3.000 euros” – objetivos para lutar contra o “rame-rame” e promover o “desenvolvimento” do país. Já este domingo, José Luís Carneiro acusou o governo de um "leilão pouco digno" a poucos dias da greve geral, a primeira conjunta entre UGT e CGTP desde os tempos da troika e que está marcada para quinta-feira.

Na tarde deste domingo em Lisboa, o candidato presidencial apoiado pelo Partido Socialista disse “não comentar a atualidade”, mas também apelou a que os governos se esforcem por melhorar as condições de vida dos portugueses.

Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui

“É fundamental que o país tenha governos de projeto e não governos de turno. Nós temos de passar da gestão da conjuntura para opções estratégicas no nosso país, para resolvermos os problemas sérios à nossa frente. Nós precisamos de ter uma economia mais competitiva, de fazer face ao envelhecimento da população, de acabar com a indignidade que é a desigualdade salarial entre homens e mulheres”, defendeu.

Já sobre o debate deste sábado com Catarina Martins – que o acusou de estar distante de Jorge Sampaio, o último Presidente da República socialista –, Seguro disse que “todas as eleições são desafiantes” e que o objetivo eleitoral passa agora por convencer todos os “democratas, progressistas e humanistas” para resolver “muita coisa que está mal no nosso país”.

“Há muitos portugueses que passam dificuldades para ter um médico de família, para terem uma intervenção cirúrgica. Muitos jovens têm dificuldades para terem um emprego digno, para poderem aceder à habitação. E há muita gente que não consegue fazer face ao elevado custo de vida”, apontou, escusando-se a responder a mais perguntas sobre atualidade política.

António José Seguro falava no Pavilhão de Portugal, em Lisboa, à entrada para uma homenagem a Mário Soares, fundador do PS que faria este domingo 101 anos e com quem partilhou bancada no Parlamento Europeu, entre 1999 e 2001.

“Serve para recordar o papel fundamental que ele teve na luta pela liberdade em Portugal, pela consolidação da nossa democracia e pela integração de Portugal na União Europeia. É uma das figuras mais importantes da nossa vida democrática”, assinalou.

Ouvir
  • Noticiário das 1h
  • 12 fev, 2026
Saiba Mais
Comentários
Tem 1500 caracteres disponíveis
Todos os campos são de preenchimento obrigatório.

Termos e Condições Todos os comentários são mediados, pelo que a sua publicação pode demorar algum tempo. Os comentários enviados devem cumprir os critérios de publicação estabelecidos pela direcção de Informação da Renascença: não violar os princípios fundamentais dos Direitos do Homem; não ofender o bom nome de terceiros; não conter acusações sobre a vida privada de terceiros; não conter linguagem imprópria. Os comentários que desrespeitarem estes pontos não serão publicados.

Destaques V+