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Partido Comunista

"Aumento dos salários é emergência nacional". PCP quer salário mínimo nos 1050 euros em 2026

09 dez, 2025 - 19:53 • Manuela Pires

Os deputados vão ainda discutir mais quatro projetos de resolução que não têm força de lei, do PSD, do Bloco de Esquerda, do PAN e do Livre.

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Na véspera da greve geral convocada pela CGTP e pela UGT contra o pacote laboral, o PCP leva a discussão no Parlamento o aumento do salário mínimo nacional que propõe seja de 1050 euros em 2026.

Em declarações à Renascença, a líder parlamentar comunista refere que o aumento dos salários é “uma emergência nacional” e lembra que “dois milhões e meio de portugueses vivem com salário bruto inferior a mil euros”.

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Paula Santos refere que o projeto de resolução, que é debatido esta quarta-feira na Assembleia da República, propõe que o Salário Mínimo Nacional seja de 1050 euros já em 2026, acima dos 920 euros definidos pelo Governo.

“Propomos o aumento do salário mínimo para 1050 euros, exatamente com esse objetivo de melhorar as condições de vida dos trabalhadores, de combater a precariedade, de contribuir, para a dinamização da atividade económica, em particular das micro, pequenas e médias empresas no nosso país”, refere a líder parlamentar comunista.

Há condições e há recursos, basta olhar para os lucros colossais que os grupos económicos vão obtendo

O PCP diz que há condições para este aumento, uma vez que as grandes empresas aumentaram os lucros nos últimos anos e os salários não acompanham essa subida.

“Há condições e há recursos, basta olhar para os lucros colossais que os grupos económicos vão obtendo e que têm vindo a aumentar nestes últimos anos à custa dos salários e à custa da apropriação da riqueza que é criada pelos trabalhadores” diz Paula Santos à Renascença.

Na abertura do debate do Orçamento do Estado para 2026, o primeiro-ministro voltou a lembrar que o objetivo do Governo é ter o Salário Mínimo Nacional em 1.100 euros no final da legislatura, mas durante o fim de semana, Luís Montenegro aumentou a meta para 1500 euros e depois para 1600 euros.

"Nós não queremos crescer 2% ao ano. Queremos crescer 3%, 3,5%, 4%. Nós queremos que o salário mínimo não chegue aos 1100 Esse é o objetivo que temos para esta legislatura, mas nós queremos mais. Que chegue aos 1500 ou aos 1600", disse Montenegro no encerramento do Congresso dos Autarcas Social-Democratas.

No dia anterior tinha sugerido aproveitar a oportunidade da possível mudança das leis laborais para elevar o salário mínimo para os 1500 euros.

Desespero do Governo face à crescente mobilização dos trabalhadores para a greve geral

Paula Santos vê nestas declarações um sinal de desespero com a adesão dos trabalhadores à greve geral.

“Estas declarações do primeiro-ministro aquilo que evidenciam é de facto o desespero do Governo face à crescente mobilização dos trabalhadores para a greve geral e procurou com essas declarações atirar areia para os olhos” diz a líder parlamentar comunista.

“Aquilo que o Governo propõe no pacote laboral é de facto manter uma lógica de baixos salários e, portanto, será com a luta dos trabalhadores, será com a derrota deste pacote laboral que avançarão e se alcançarão melhores salários no nosso país”, refere a deputada.

A iniciativa do debate desta quarta-feira no parlamento é do PCP, a que se juntam outros partidos com propostas com valores mais baixos. O Bloco de Esquerda recomenda ao Governo 1020 euros, o Livre 965 euros e o PAN quer somar ao aumento anual um suplemento de 25 euros.

O PSD apresenta também um projeto de resolução onde recomenda ao governo que “coloque ao serviço da economia todos os instrumentos que possam resultar num benefício claro para a melhoria dos rendimentos dos trabalhadores”, lê-se no projeto social- democrata.

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