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Marques Mendes alerta contra "germe da instabilidade" em parlamento "altamente dividido"

10 dez, 2025 - 23:26 • Lusa

Candidato presidencial Marques Mendes recebeu o apoio de Luís Montenegro na apresentação da sua biografia.

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O candidato presidencial Marques Mendes alertou esta quarta-feira que Portugal tem um parlamento muito dividido que tem dentro de si "o germe e a ameaça da instabilidade", avisando que "Portugal não pode dar passos atrás".

Na apresentação do livro "Luís Marques Mendes - uma vida política", do jornalista do Observador Luís Rosa, o candidato contou com a presença do presidente do PSD e primeiro-ministro, Luís Montenegro, e do presidente CDS-PP, Nuno Melo, os dois partidos que o apoiam na corrida a Belém, além de vários ministros e antigos dirigentes sociais-democratas.

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O antigo presidente do PSD e candidato a Belém nas eleições de 18 de janeiro defendeu que o próximo Presidente da República não pode, em primeiro lugar, "acrescentar instabilidade à instabilidade que vem lá de fora" e, por outro lado, tem de saber lidar com a situação nacional, que classificou como atípica.

"Primeiro pela positiva. Uma situação em que Portugal, no plano internacional, está bem visto. Prestigiado", afirmou, salientando a distinção da revista "The Economist" a Portugal.

Mas, ao mesmo tempo, com "um parlamento altamente dividido, altamente fragmentado, que tem dentro de si, o germe, o risco, a ameaça da instabilidade".

"Ora, Portugal não pode, nesse plano, dar passos atrás (...) A estabilidade não é qualquer coisa do passado. É do passado, é do presente e é do futuro. Sem estabilidade não há ambição", disse, apontando estes como os dois grandes objetivos da sua candidatura.

Perante uma plateia cheia na Câmara de Comércio e Indústria Portuguesa, em Lisboa, o candidato reiterou que "a primeira missão essencial de um Presidente da República é ajudar a fazer pontos em nome da estabilidade", considerando que sem ela "não há crescimento, não há desenvolvimento, não há prestígio e credibilidade internacional".

"Quem desvaloriza a estabilidade não está a perceber o essencial do que, estrategicamente, se joga em Portugal", disse, considerando que estabilidade "não significa estagnação, paralisia".

O candidato ligou este valor ao outros que considera essenciais: ambição económica e consciência social.

"E que o Presidente da República, não governando nem fazendo leis, pode ajudar, deve ajudar, a reforçar. Na atitude, no discurso, na forma como de resto olhamos para a vida, não vendo em cada problema uma fatalidade, mas uma oportunidade", disse.

Mendes defendeu "a necessidade de falar mais e fazer mais pedagogia em prol de um país positivo", sem "ocultar aquilo que está errado".

"O Presidente da República pode e deve também ajudar a esta mudança de mentalidade, a esta mudança de cultura, que pode e deve gerar outra autoestima, outra confiança e esperança no futuro", defendeu.

O antigo líder do PSD deixou um rasgado elogio à primeira vice-presidente do PSD, Leonor Beleza, que lidera a sua comissão de honra e fez hoje a apresentação do livro.

"É uma pessoa excecional. Se não fosse um absurdo processo judicial que contra si foi movido há muitos anos atrás a dra. Leonor Beleza já teria sido ou primeira-ministra ou Presidente da República em Portugal, tinha condições e qualidade para isso", defendeu.

O candidato agradeceu ainda a presença de Luís Montenegro, sobretudo na qualidade de amigo, bem como ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas, e do seu mandatário, o antigo presidente da autarquia do Porto, Rui Moreira.

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