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Ucrânia

Montenegro admite presença de militares portugueses na Ucrânia em forças de paz

20 dez, 2025 - 12:19 • José Pedro Frazão, enviado especial em Kiev

Durante o encontro de Montenegro e Zelensky foi assinado um acordo para a cooperação na produção de drones.

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O encontro de Montenegro com Zelensky em 2 minutos
O encontro de Montenegro com Zelensky em 2 minutos

Luís Montenegro admite vir a ter militares portugueses na Ucrânia como parte integrante de forças de paz. No entanto, o primeiro-ministro ressalva que isso só será possível depois do fim da guerra.

O primeiro-ministro falava numa conferência de imprensa conjunta, em Kiev, depois de reunir-se com o Presidente ucraniano.

"Nós não teremos militares nossos no terreno em tempo de guerra, mas é sabido que no âmbito da Coalition of Willing, Portugal já colabora hoje do ponto de vista de operações marítimas e aéreas", disse o chefe de Governo.

"Num contexto de um processo de paz, num contexto de estabelecimento de garantias de segurança, nada vai obstar a que militares portugueses possam fazer na Ucrânia o que já estão a fazer aqui ao lado, na Eslováquia, na Roménia, na Letónia, na Lituânia, em tantos outros países onde as nossas forças nacionais destacadas no âmbito da União Europeia, no âmbito da NATO, participam em missões de paz e participam em missões de dissuasão e de segurança", afirmou o primeiro-ministro.

Veja as imagens: Montenegro chega a Kiev "para expressar apoio direto de Portugal à Ucrânia"
Veja as imagens: Montenegro chega a Kiev "para expressar apoio direto de Portugal à Ucrânia"

Zelensky agradece apoio português

Depois de Montenegro falar, Zelensky afirmou estar “grato” pelo apoio português. "Agradecemos ao primeiro-ministro e ao vosso país pela decisão de participar da Coligação da Vontade. Ela só funcionará após o cessar-fogo ou quando esta guerra terminar. Portanto, não agora", disse o Presidente ucraniano.

Zelensky, apesar de dizer não poder partilhar muitos detalhes, levantou um pouco a cortina: "E, claro, não posso partilhar agora todos os detalhes da Coligação, mas sabemos com o que podemos contar sob a liderança do Reino Unido e da França. Teremos brigadas, teremos países que apoiarão a segurança nos mares. Alguém estará no ar com jatos."

Montenegro é o primeiro chefe de governo a visitar Kiev após o Conselho Europeu que decidiu mobilizar 90 mil milhões por empréstimo à Ucrânia nos próximos 2 anos.

Durante o encontro, este sábado na capital ucraniana, Portugal e a Ucrânia assinaram um acordo para a cooperar na produção de drones. Assim, Kiev e Lisboa poderão vir a coproduzir veículos não tripulados de fiscalização marítima.

Na rede social x, o assessor de Zelensky, Alexander Kamyshin congratulou-se com a assinatura do acordo. "Comprovamos que os nossos USV (Veículos de Superfície Não Tripulados) funcionam perfeitamente contra navios de guerra e submarinos russos. Agora, eles ajudarão Portugal a defender a Europa pelo mar."

"Apoio direto de Portugal à Ucrânia"

Após uma viagem de mais de 8 horas de comboio a partir da Polónia, Luís Montenegro desembarcou este sábado de manhã na estação ferroviária de Kiev, acompanhado do ministro da Defesa, Nuno Melo.

Como é habitual nas visitas de altas individualidades a Kiev, o programa do primeiro-ministro português está envolto em sigilo. Por norma, os chefes de Estado e de Governo encontram-se com o primeiro-ministro e com o presidente do Parlamento antes da incontornável reunião com o Presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

"Esta visita vai significar a continuidade de um apoio muito forte, de um apoio direto à Ucrânia, mas também um apoio à segurança e à paz na Europa e também à segurança e à paz em Portugal", declarou Montenegro à chegada.

O primeiro-ministro lembrou o acordo de cooperação assinado em Lisboa com Zelensky em Maio de 2024, na qualidade parceiros e aliados. "O povo português tem uma relação com a Ucrânia e um sentimento de partilha com a dor ucraniana que é, de facto, única."

"Estamos, portanto, a dar sequência a todo esse trabalho, numa altura decisiva em que se procura alcançar uma paz e onde é preciso, mais do que nunca, que haja espírito de solidariedade e de força do lado europeu e do lado ucraniano", acrescentou Luís Montenegro.

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  • Ridiculo
    20 dez, 2025 O que temos neste momento, para poder ajudar? 14:07
    Primeiro arranja Forças Armadas dignas desse nome, começando pelos 8000 ou 9000 efetivos que faltam, e depois repondo a capacidade industrial bélica que já tivemos e deixamos alienar, para reparar e atualizar o material existente parado por falta de manutenção, além claro de adquirir o que é preciso em termos de guerra moderna, como drones, sistemas anti-aéreos, satélites, blindados e artilharia. Depois sim, faz ofertas de ajuda, que aí, já não parecerá ridículo

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