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Cotrim de Figueiredo duvida das vantagens de ter um jovem no Conselho de Estado
21 dez, 2025 - 14:21 • Lusa
Candidato às presidenciais defende que é "mais prático" ir às escolas e universidades ouvir os problemas da juventude.
O candidato presidencial Cotrim Figueiredo manifestou este domingo dúvidas sobre as vantagens de ter um jovem no Conselho de Estado, defendendo que é "mais prático" ir às escolas e universidades ouvir os problemas da juventude.
"Não sou grande adepto desses simbolismos, mas também não posso dizer que é uma péssima ideia, porque nunca estive numa reunião do Conselho de Estado. Agora, imagino um jovem de 20 ou 25 anos numa reunião com 15 pessoas, toda elas acima dos 50, ou 60 ou 70 [anos], a discutir à vez durante três horas e tenho mais pena do jovem do que vejo vantagens nisso", argumentou o candidato presidencial.
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Cotrim Figueiredo falava aos jornalistas, na feira da Tocha, em Cantanhede, Coimbra, após questionado sobre a ideia do seu adversário Luís Marques Mendes de haver um jovem no órgão de consulta do Presidente da República.
"Se calhar é mais prático fazer o que eu faço, que é estar permanentemente em contacto com escolas secundárias, com o ensino superior, a falar com eles, com os seus problemas, sentir esta ânsia que sentem de não terem perspetivas de futuro suficientes, tentar entender que a epidemia de saúde mental que grassa nos jovens não é um problema menor e tem de ser tratada e tem a ver com a desesperança", enfatizou.
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Na feira, uma das maiores feiras de produtos agroalimentares, vestuário, calçado e outros objetos da Região de Coimbra, Cotrim Figueiredo foi abordado por dois jovens que lhe solicitaram autógrafos, e considerou que "o sucesso" da sua candidatura junto das camadas mais jovens "tem sido mais imediato, mais rápido" mas tem-se espalhado "pelas outras faixas etárias".
Questionado se, ao invés, defenderia a existência de uma espécie de conselho consultivo dos mais jovens junto do Presidente da República, o candidato liberal recusou essa ideia.
"Não precisa, [o Presidente da República] precisa de estar no terreno e falar com as pessoas. Essa ideia que é nas instituições, nos órgãos formais, que se toma conhecimento dos problemas e depois se consegue tomar uma posição que permite influenciar, pela palavra aqueles que nos ouvem, e pela intervenção os governantes que estão de turno, é uma ideia um bocadinho de gabinete, fictícia", defendeu.
"Toda a minha vida profissional consegui mudar coisas não por estar fechado num gabinete, a fazer reuniões formais, mas por fazer reuniões de trabalho e contactos diretos com as pessoas e com instituições que as representam", frisou.
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