22 dez, 2025 - 17:41 • Ricardo Vieira
O líder do Chega, André Ventura, considera que a decisão judicial, que obriga a retirar os cartazes contra a comunidade cigana, representa um "mau dia para a democracia e admite recorrer.
André Ventura considera que, com ordem de um tribunal, sai reforçado o que diz ser o "clima de impunidade" de que goza a comunidade cigana em Portugal.
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"É mau dia para a nossa democracia, porque a liberdade não foi assegurada e, permanentemente, aqueles que nas últimas décadas e, particularmente, a comunidade cigana, entenderam que podiam fazer aquilo que queriam num registo de privilégio e de impunidade, hoje sentiram esse privilégio e essa impunidade reforçados", declarou o presidente do Chega, em conferência de imprensa, no Porto.
O candidato às presidenciais de janeiro não se arrepende e vai estudar a possibilidade de recorrer da decisão do Tribunal Local Cível de Lisboa, conhecida esta segunda-feira.
André Ventura considera que fez “o correto”, sugerindo que a comunidade cigana está em “incumprimento” perante a lei.
André Ventura foi condenado a “retirar, no prazo de 24 horas, todos os cartazes que colocou na via pública e nas diversas localidades do país com a menção “os ciganos têm de cumprir a lei – André Ventura presidenciais 2026”.
A juíza Ana Barão condenou ainda Ventura “a abster-se de, no futuro, determinar ou promover, direta ou indiretamente, a afixação de cartazes de teor idêntico ou equivalente”.
Por cada dia de atraso, por cada cartaz que permaneça na via pública para além do prazo de 24 horas definido pelo tribunal para a retirada, ou por cada novo cartaz que possa vir a ser colocado, o líder do Chega terá de pagar uma multa de 2.500 euros, ordenou ainda a sentença.