26 dez, 2025 - 20:40 • Miguel Coelho , Catarina Magalhães
Alguns dos candidatos à Presidência da República reagiram, esta sexta-feira, à mensagem de Natal do primeiro-ministro que pediu ao país "uma mentalidade de Cristiano Ronaldo".
Depois da oposição criticar Luís Montenegro pela "mensagem de autoajuda" e por pintar um país que não corresponde à realidade, os nomes da lista para as eleições presidenciais de 2026 dividiram-se nos comentários.
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Questionado pelos jornalistas, António José Seguro recusou comentar a mensagem de Natal do primeiro-ministro para evitar "erros passados".
"Um Presidente da República e um candidato a Presidente da República não comenta aquilo que são as intervenções e o discurso do Natal do primeiro-ministro." Em vez disso, o candidato, apoiado pelo Partido Socialista, preferiu formular o desejo de que os problemas na saúde sejam resolvidos em breve.
Do sistema nacional de saúde falou também André Ventura, que diz que é "absolutamente lamentável" que o primeiro-ministro não tenha abordado esse tema na sua mensagem de Natal.
"É o problema mais intenso da vida das pessoas: chegar a uma urgência ou a um serviço de saúde e ninguém estar disponível para nos atender", refere o candidato. "Uma mentalidade de Ronaldo já tinha resolvido os problemas que persistem na saúde nos últimos 15 anos", critica.
Oposição
Só o CDS viu esperança no discurso de Natal de Mon(...)
Por sua vez, Catarina Martins viu esta mensagem como uma "desresponsabilização do Governo pelas suas próprias responsabilidades".
"Não nos falta no país quem supere os seus limites e quem faça tudo pela comunidade. Precisamos é de um governo que abandone menos o país e que olhe para a população em vez de olhar tanto para os negócios", defende.
Para a candidata, apoiada pelo Bloco de Esquerda, Portugal precisa de "trabalhar com bons exemplos que querem puxar pelo país todos os dias", em vez de se preocupar com "interesses económicos a mandar na política".
Por outro lado, Henrique Gouveia e Melo destacou da mensagem o incentivo à "força de vontade" e capacidades da nação.
"Todos nós devemos ter uma mente positiva e olhar para o futuro de forma positiva, mas ninguém vai construir esse futuro por nós", refere o almirante, que aproveitou a declaração que fez aos jornalistas para criticar antes os "períodos curtos de governação" verificados em Portugal nos últimos anos, já que acredita que este sistema de "lideranças erráticas" atrasa o desenvolvimento do país.
Também Cotrim de Figueiredo olhou com algum "agrado" para a mensagem de Montenegro, embora considere que a vontade de avançar com reformas chega tarde.
"Agradou-me esta repentina vontade de Luís Montenegro de reformar e querer não 'deixar andar'... só tenho pena que o tenha feito quase dois anos depois de ter assumido as funções", reforça o candidato, apoiado pela Iniciativa Liberal, que também criticou o facto do primeiro-ministro fazer coincidir os seus anúncios com as campanhas eleitorais.
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