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Política

"Sintoma de desleixo": Marques Mendes e António Filipe criticam boletins de voto com candidatos excluídos

29 dez, 2025 - 14:44 • Lusa

Marques Mendes sublinhou ainda não duvidar das razões do Presidente para marcar o Conselho de Estado a 9 de janeiro, e António Filipe considera que deve ser a justiça a explicar a coincidência entre investigações e eleições.

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Luís Marques Mendes e António Filipe criticaram esta segunda-feira a manutenção, nos boletins de voto, das três candidaturas às eleições presidenciais excluídas pelo Tribunal Constitucional. Luís Marques Mendes considera a questão um "sintoma de desleixo" no país.

"Eu acho que mais do que estranho, é um sintoma de desleixo da parte do Estado, acho inqualificável, acho lamentável", disse, em declarações aos jornalistas em Castelo de Vide, distrito de Portalegre, à margem de uma ação de campanha.

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Marques Mendes considerou que "alguém devia dar uma explicação e sobretudo corrigir esta situação" que, afirmou, é "profundamente lamentável".

No domingo, a candidatura presidencial de António José Seguro criticou a inclusão no boletim de voto de nomes de candidatos que foram excluídos pelo TC, por poder "levar ao engano os eleitores", ponderando contestar esta decisão administrativa.

Já António Filipe tira a conclusão que "qualquer cidadão que pegue num caixote e o entregue no Tribunal Constitucional consta do boletim de voto".

"Isso obviamente não é desejável e até é uma situação que não se compreende, até porque a própria lei eleitoral prevê que o sorteio do posicionamento dos candidatos no boletim de voto não seja válido para aqueles que não sejam admitidos como candidatos", afirmou o candidato do PCP, à entrada da Casa do Artista, acrescentando que "custa compreender que, por razões operacionais, estejam no boletim de voto cidadãos que não são candidatos".

Para António Filipe, as razões apresentadas tornam-se mais difíceis de compreender dado o "tempo em que vivemos" e a simplicidade dos boletins de votos, que são todos iguais, ao contrário do que acontece, por exemplo, nas legislativas.

Marques Mendes não duvida de Marcelo na marcação do Conselho de Estado

Em relação ao próximo Conselho de Estado estar agendado para o dia 9 de janeiro, perto das eleições Presidenciais, Luís Marques Mendes considerou que "não é normal", mas ressalvou não duvidar das razões do Presidente da República para o convocar.

"Normal [data próxima das eleições] não é, mas há muitas coisas anormais que estão neste momento a acontecer, as notícias apontam para que podemos estar na iminência para uma solução na Ucrânia, não sei se sim se não, as notícias dizem que sim e Portugal tem obrigações nesse domínio, quer em matéria de financiamento, quer eventual utilização de tropas em tempo de paz", disse.

Para o candidato presidencial, perante esse cenário, o Presidente da República terá "considerado urgente" ouvir o Conselho de Estado "antes que as coisas se precipitem".

"Eu não tenho razões para duvidar do critério do Presidente da República e, portanto, manda o sentido de Estado que se é preciso fazer um Conselho de Estado se faça, mesmo em campanha eleitoral e que quem é conselheiro de Estado tire um bocadinho à campanha eleitoral para o Conselho de Estado, isto é sentido de Estado colocar os interesses do país acima de quaisquer outros interesses", defendeu.

António Filipe atira para a justiça explicações sobre tempos de investigações

Questionado sobre a notícia da Sábado que dá conta de uma investigação do Ministério Público (MP) a ajustes diretos na Marinha a envolver Henrique Gouveia e Melo, António Filipe disse tratar-se da "justiça a funcionar" e que se "há investigações a fazer que se façam".

Sobre a coincidência temporal entre a divulgação destas investigações e os períodos eleitorais, António Filipe defendeu que deve ser a justiça a dar esse tipo de explicações e que era desejável que o fizesse para não ficar a ideia de que quando há campanhas eleitorais "surgem sempre notícias relativamente a investigações".

"É bom que sejam as próprias entidades responsáveis a explicar o que é que está em causa, que investigações são essas e em que ponto é que estão. Eu acho que é a única forma de esclarecer essa questão, para não andarmos todos assim numa nebulosa sem perceber muito bem o que é que está a passar", acrescentou.

António Filipe falou ainda da Casa do Artista como uma "iniciativa extraordinariamente meritória", lembrando que, enquanto deputado, recebeu artistas no parlamento com o propósito de avançarem com a criação desta instituição.

"Estamos a falar de uma classe profissional que nos deu a todos muitas horas de felicidade. (...) Profissões ligadas às artes de espetáculo que são muito marcadas para a precariedade, e existem muitas situações em que os artistas, nos últimos anos da sua vida, estão numa situação de grande desproteção. Portanto, a criação desta casa foi uma grande realização, tem uma grande importância nacional", sublinhou.

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