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Presidenciais

Gouveia e Melo diz-se alvo de "tentativa de assassinato de caráter"

30 dez, 2025 - 17:50 • Lusa

Gouveia e Melo disse-se alvo de uma tentativa de "assassinato de carácter", a semanas das eleições. A PGR confirmou que o candidato presidencial não é arguido no inquérito em curso.

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O candidato presidencial Gouveia e Melo considerou-se hoje alvo de uma "tentativa de assassinato de carácter", sem concretizar por parte de quem, e saudou o esclarecimento da Procuradoria-Geral da República (PGR) de que não é arguido.

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Em resposta aos jornalistas, no final de uma visita à Associação Luiz Pereira da Mota, em Loures, no distrito de Lisboa, Henrique Gouveia e Melo afirmou que é "uma boa notícia" a PGR ter esclarecido que não é arguido, referindo que não tinha dúvidas de "que não era o alvo da investigação" sobre ajustes diretos na Marinha.

Segundo Gouveia e Melo, sendo este "um processo que tinha sido resolvido no Tribunal de Contas, com uma recomendação sobre a forma como eram geridas as compras na Marinha", é "muito estranho o momento em que voltou a reaparecer", a cerca de três semanas das eleições presidenciais de 18 de janeiro.

"Faz-me pensar que há aqui uma tentativa de ingerência no processo democrático e político que não me parece ser positiva para a democracia", comentou o ex-chefe do Estado-Maior da Armada.

Interrogado sobre a quem atribui essa tentativa, o candidato presidencial respondeu: "Quem é que fez isso? Os senhores é que sabem, os senhores sabem ler tão bem como eu, portanto, eu não vou ter que dizer mais nada. E a população percebeu perfeitamente o que é que estava aqui em causa: uma tentativa de assassinato de carácter, foi isso que aconteceu."

Na segunda-feira, a revista Sábado noticiou que "o Ministério Público (MP) de Almada está a investigar vários ajustes diretos aprovados por Henrique Gouveia e Melo enquanto comandante naval da Marinha (2017 a 2020)".

Hoje, fonte oficial da Procuradoria-Geral da República confirmou "a existência de inquérito relacionado com a matéria referida", em resposta à agência Lusa, adiantando que Gouveia e Melo não é arguido e que o inquérito está "em fase final de investigação no DIAP [Departamento de Investigação e Ação Penal] de Almada".

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