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PRESIDENCIAIS 2026

Seguro encantado com sondagens avisa candidatos à esquerda: “Eu não me engano nos meus adversários”

06 jan, 2026 - 19:44 • Susana Madureira Martins

Com debate na RTP à noite, o candidato apoiado pelo PS teve apenas duas ações de campanha no distrito de Setúbal. De manhã andou por Grândola, à tarde no bairro da Bela Vista onde visitou a Associação Cristã da Mocidade.

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Visivelmente encantado com as sondagens que o dão em vantagem sobre os adversários, António José Seguro admite que os estudos de opinião “mostram uma tendência favorável”.

O candidato presidencial apoiado pelo PS não embandeira em arco, mas diz sentir que o movimento em torno da sua corrida a Belém “está a crescer”.

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Ao terceiro dia de campanha, numa ação de campanha em Grândola, Seguro não definiu claramente quem é o seu principal adversário, referindo apenas que o voto na sua candidatura “é um voto contra o extremismo, contra os populismos”, o que implicitamente significa contra André Ventura.

Aos candidatos de esquerda que o vão criticando, Seguro responde seco. “Eu não me engano nos meus adversários”, atirou a Catarina Martins que o tem colado ao centro-direita.

Seguro volta a apelar ao voto útil do eleitorado da sua área política, avisando que “só há um candidato do centro-esquerda e da esquerda que pode passar à segunda volta”. Isso para o ex-líder do PS “é um facto”.

Embalado pelas sondagens, Seguro evita reagir a declarações de Luís Marques Mendes ou de Henrique Gouveia e Melo, mas vai notando que “nos últimos dias aumentaram os ataques de todos os candidatos contra mim, quer dizer que isso reflete que estou a fazer a campanha certa”.

O bairro da Bela Vista e a incubadora de “próximos” Presidentes da República

Para Seguro, fazer a campanha “certa” é falar de “soluções para as pessoas” e foi isso que tentou fazer na Bela Vista, um dos bairros sociais problemáticos de Setúbal.

O candidato apoiado pelo PS deslocou-se à Associação Cristã da Mocidade (ACM) para ouvir as queixas do presidente da instituição, Luís Sebastião, que tem na Bela Vista 42 das 93 crianças sem comparticipação do Estado.

“É mesmo fundamental que para estas vagas não com participadas, haja uma resposta, porque, de facto, o trabalho que nós aqui fazemos é fundamental”, avisou Luís Sebastião, que fala mesmo de uma “certa agonia financeira”.

A meio da visita, Sebastião atirou mesmo: “Já viu como é absolutamente extraordinário, nós podemos imaginar, que destas 93, há uma criança, que pode ser o próximo Presidente da República de Portugal?”. Seguro aproveitou de imediato para dar o seu próprio exemplo: “É verdade. Olhe, isso aconteceu a uma criança que nasceu lá nas Beiras, junto à fronteira, em Penamacor, há uns anos”.

No Dia de Reis, houve ainda tempo para o candidato ouvir as janeiras em cante alentejano. Seguro diz querer ser o “maestro da mobilização de esperança dos portugueses”.

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