07 jan, 2026 - 19:03 • Alexandre Abrantes Neves
A reação ao caso do dia faz João Cotrim de Figueiredo ter tolerância zero com a ministra da Saúde, ao mesmo tempo que mistura a campanha eleitoral. Se fosse Presidente da República, o candidato apoiado pela Iniciativa Liberal (IL) pediria de imediato ao primeiro-ministro para substituir a ministra da Saúde.
"Eu fá-lo-ia [falar com Luís Montenegro sobre a ministra da Saúde] mesmo fora das reuniões de quinta-feira, porque acho que é uma situação que, esta sim, é uma mistura de falta de inteligência profissional com inconsciência sobre as proporções políticas. Recomendaria seriamente, nesse contacto pessoal com o senhor primeiro-ministro, que substituísse a ministra da Saúde", afirmou Cotrim de Figueiredo, sobre a notícia de que o governo não terá acionado o reforço de ambulâncias para o período de inverno.
Já segue a Informação da Renascença no WhatsApp? É só clicar aqui
A denúncia, feita pela Liga dos Bombeiros Portugueses, está a fazer apertar o cerco em redor da ministra Ana Paula Martins, já depois de o INEM confirmar que a morte de um idoso de 78 anos no Seixal se deveu à falta de ambulâncias disponíveis - retidos nas urgências do hospital de Almada, os veículos demoraram perto de três horas a assistir ao doente.
Para Cotrim de Figueiredo, os factos começam a ser graves e, por isso, junta-se ao coro de vozes que não vê qualquer credibilidade na capacidade de Ana Paula Martins para continuar à frente dos destinos do ministério.
"É uma negligência grave. Achar que 100 ambulâncias, que são bastantes, não fariam diferença nesta altura de necessidade acrescida de resposta, está nas fronteiras daquilo que eu considero a perda de condições políticas para exercer o cargo de ministro", defendeu, após a visita a um lar de idosos esta quarta-feira em Leiria.