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Presidenciais 2026

"Não será por mim que Seguro não será Presidente", disse Jorge Pinto no debate presidencial

07 jan, 2026 - 00:22 • Ricardo Vieira

"Desafio" para pacto entre candidatos de esquerda sobre a defesa da Constituição marcou debate, na RTP, entre 11 candidatos a Presidente da República.

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"No que de mim depender, não será por mim que António José Seguro não será Presidente da República", afirmou esta terça-feira Jorge Pinto no debate para que juntou, na RTP, os 11 candidatos às eleições de 18 de janeiro.

Jorge Pinto recordou que, no lançamento da sua candidatura, lançou o "desafio para um pacto republicano" aos outros candidatos de esquerda: António José Seguro, António Filipe e Catarina Martins.

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Esse pacto passa "pela defesa do que está na Constituição sobre Serviço Nacional de Saúde, habitação...", declarou o candidato apoiado pelo Livre, que receia uma "golpada de direita" contra a chamada Lei Fundamental.

Jorge Pinto garante que, no que depender de si, "a esquerda passará à segunda volta, a nossa Constituição será defendida, porque esse é que é o ponto chave".

"Deixe-me terminar com uma citação de um outro debate que ficou para a história da política portuguesa: no que de mim depender, não será por mim que António José Seguro não será Presidente da República de Portugal, mas o ónus não está certamente do meu lado", declarou Jorge Pinto.

Na resposta a este desafio, António Filipe, que conta com o apoio do PCP, garante que a sua candidatura presidencial "é para levar até ao fim. Ponto final parágrafo".

"A minha candidatura não é uma candidatura satélite de nenhuma outra e não considero que seja substituível por nenhuma outra, porque defendo um rumo para o país diferente do consenso neoliberal que nos tem governado e que a maior parte dos candidatos se identifica e que conduziu o país a situação onde está", argumentou António Filipe.

Por seu lado, Catarina Martins, candidata apoiada pelo Bloco de Esquerda, admitiu que acha "tudo isto muito confuso", numa referência à proposta de Jorge Pinto.

"Se Jorge Pinto queria concertar alguma posição, podia-me ter telefonado. Dizer que fez um discurso ou apareceu uma notícia, acho esquisito. Podia-me ter telefonado se era para concertar alguma coisa. Não percebo muito bem", afirmou a eurodeputada.

Mais à frente, Catarina Martins recordou que António José Seguro, quando era líder do PS, deixou passar um orçamento de direita no tempo da troika, com duras medidas de austeridade.

"Jorge Pinto considera que ainda assim neste cenário a esquerda deve ir votar num candidato que deixou passar o corte de subsídio de férias e de natal no tempo da troika que eram contra a Constituição. E ainda no início da campanha [António José Seguro] ]disse que voltaria a fazer isso.”

António José Seguro garantiu que não vai desistir. "Estou aqui para ser Presidente da República, de todos os portugueses. O caminho sou eu que o trilho, não dependo absolutamente de ninguém, não fiz acordos com ninguém", disse o candidato apoiado pelo PS.

"Agora, compreendo a questão do candidato Jorge Pinto. Sobre a Constituição, desde o princípio afirmei a minha lealdade à Constituição da República Portuguesa e à necessidade de nós um estado social forte e que sirva os portugueses", salientou António José Seguro.

André Ventura não fazia parte do desafio para um pacto, mas afirmou que a candidatura de Jorge Pinto é uma "fraude".

Jorge Pinto respondeu que "fraude é mentir diariamente e estar contra os portugueses diariamente".

O debate desta terça-feira na RTP foi o único a juntar os 11 candidatos às eleições de 18 de janeiro: Gouveia e Melo, Marques Mendes, António José Seguro, André Ventura, Catarina Martins, João Cotrim de Figueiredo, António Filipe, Manuel João Vieira, Jorge Pinto, Humberto Correia e André Pestana.

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  • Antonio Calado Lopes
    07 jan, 2026 Linda-a-Velha 17:20
    Muito bem.

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