08 jan, 2026 - 12:54 • Manuela Pires
Marques Mendes evita fazer críticas ao Governo e, neste caso, à ministra da Saúde, por causa das duas mortes ocorridas nos últimos dias na Península de Setúbal, alegadamente devido à falta de socorro em tempo útil.
De visita à Santa Casa da Misericórdia de Ferreira do Alentejo, o candidato presidencial foi questionado sobre os dois casos — já depois das suas declarações foi conhecido um terceiro caso — e lamentou as mortes, dizendo que “é tudo bastante chocante”, mas pediu explicações à Direção Executiva do SNS e não ao Governo.
Um homem de 68 anos morreu na quarta-feira em Tavira, depois de ter estado mais de uma hora a aguardar por meios de socorro. Este caso acontece depois de, na terça-feira, um homem de 78 anos ter morrido no Seixal, depois de ter estado quase três horas à espera de socorro e o caso de uma mulher, 60 anos, na Quinta do Conde.
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“Anda desaparecida em combate. Eu nunca fui favorável à criação da Direção Executiva do SNS. Expliquei que não era propriamente uma grande ideia, há uns anos atrás. Mas ela foi constituída, e foi constituída para ter actividade, iniciativa, acção, mas ninguém a vê abrir a boca, dar uma explicação, fornecer um esclarecimento”, disse aos jornalistas.
Questionado sobre se a ministra da Saúde, Ana Paula Martins, não deve também assumir a responsabilidade política destes casos, Mendes repetiu que não vai pedir a demissão de nenhum ministro. “Um Presidente da República não existe nem para avaliar ministros, nem para pedir a demissão pública de ministros.”
“A minha coerência diz sempre isso. Eu não vou andar a mudar de opinião. Agora, há responsabilidades, mas a primeira responsabilidade é dar uma explicação, é fornecer um esclarecimento. E eu insisto nisto: onde é que está a Comissão Executiva do SNS? Onde está?”, criticou Mendes.
Mendes insiste que quem deve prestar esclarecimentos é o antigo deputado do PSD Álvaro Almeida, que lidera a Direção Executiva do SNS. “Mas ninguém a vê abrir a boca, dar uma explicação, fornecer um esclarecimento”, concluiu Marques Mendes.