09 jan, 2026 - 16:42 • Alexandre Abrantes Neves
António Filipe considerou esta sexta-feira “discutível” a marcação para esta tarde da reunião do Conselho de Estado sobre a Ucrânia e a Venezuela.
Em Lisboa depois de um encontro com agentes do setor da cultura, o candidato apoiado pelo PCP questionou a decisão de Marcelo Rebelo de Sousa em agendar a reunião para a campanha eleitoral.
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“Creio que, de facto, a oportunidade é discutível, porque não deixa de ter alguma interferência na campanha eleitoral, na medida em que há dois candidatos que são membros do Conselho de Estado e os outros, naturalmente, não o são”, afirmou, não negando, contudo, que são temas “relevantes e que merecem uma discussão” e não querendo “colocar em causa a legitimidade do Presidente da República em convocar o Conselho de Estado”.
Já quanto à saúde – e à recusa da ministra Ana Paula Martins em demitir-se –, António Filipe volta a colocar a responsabilidade no primeiro-ministro, depois de já na quinta-feira ter acusado Luís Montenegro de ter “falta de noção”.
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“A responsabilidade relativamente a quem em cada momento exerce o cargo de ministro ou de ministra da Saúde é uma responsabilidade que o primeiro-ministro não pode deixar de assumir com todas as consequências que lhe decorre”, afirmou, acrescentando que nenhum português considera que a situação na saúde está melhor. “O que se está a passar no Serviço Nacional de Saúde é inaceitável”.
Questionado pela Renascença sobre as acusações entre PS e governo no que toca à aquisição do reforço de ambulâncias, o candidato apoiado pelo PCP considera que isso é desviar o problema e que não vai trazer as soluções que o SNS precisa.
“O que temos de enfrentar é a falta de profissionais, isso é que é incontornável. Creio que o problema é do SNS e da falta de investimento que os governos têm tido e que, de facto, se tem vindo a agravar acentuadamente nos últimos tempos”, criticou.
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Em matérias eleitorais, o antigo deputado do PCP não resistiu a lançar mais uma farpa a António José Seguro. Desta vez, o gancho foi a carta enviada por João Cotrim de Figueiredo e onde se assumia como um “aliado governativo” do governo de Luís Montenegro.
Para António Filipe, este exercício de “criatividade” é mais um exemplo de que o governo tem “vários candidatos”, uns mais óbvios, como Marques Mendes “que toda a vida foi do PSD”, mas também como Cotrim, Ventura – e até António José Seguro.
“Não se demarca suficientemente de opções que eu considero desastrosas, que os Governos têm vindo a pôr em prática”, atirou, em mais um capítulo para tentar esvaziar os apelos ao voto útil de Seguro e de muitas vozes no PS.