09 jan, 2026 - 22:59
O candidato presidencial Jorge Pinto saudou esta sexta-feira os esforços para revitalizar o Mirandês e tentar pô-lo "na moda" e defendeu que cabe a um Presidente da República promover e defender esta língua.
Jorge Pinto encerrou o sexto dia de campanha para as presidenciais em Miranda do Douro, onde visitou o Centro de Acolhimento do Burro (CAB), que acolhe burros de Miranda, e a Associaçon de Lhéngua i Cultura Mirandesa, uma instituição responsável pela promoção e divulgação da língua mirandesa.
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No final da tarde, em declarações aos jornalistas, defendeu a importância de preservar tanto o mirandês como as espécies autóctones da região, em particular o burro de Miranda, salientando que com esta visita quis dar visibilidade a um "património absolutamente único e distintivo" que "está a ser ameaçado".
Jorge Pinto lamentou as falhas na atribuição de fundos às instituições que preservam a língua mirandesa, mas salientou a adesão de muitos alunos da região à aprendizagem deste idioma nas escolas: "A grande maioria dos jovens que têm essa oportunidade prefere aprender a língua mirandesa", salientou.
O candidato considerou que, aplicando esforços na sua revitalização e visibilidade, o mirandês poderá estar "na moda" e "tem muito futuro", acrescentando que um Presidente da República também tem como função "defender e promover a língua mirandesa".
"É um património que não é apenas dos mirandeses, é de todo o país e o Presidente da República é o Presidente de todo o país, de todo o território", argumentou.
O candidato a Belém apoiado pelo Livre declarou ainda que "um país que esquece a sua cultura, ou que acha que a sua cultura é estática e que está parada no tempo, é no fundo um país que está a dizer que essa cultura não vale nada".
Para Jorge Pinto, defender a cultura é também "respeitar as línguas minoritárias", como o mirandês, e as espécies locais que há no país.
"Com esta visita nós vimos dois bons exemplos de como isso pode ser feito e percebemos onde é que o Estado deve também estar a apostar para apoiar esses dois exemplos e o que pode fazer para preservar este património que é verdadeiramente único no nosso país", acrescentou.
As eleições presidenciais estão marcadas para 18 de janeiro de 2026. .
Concorrem às presidenciais 11 candidatos, um número recorde. Caso nenhum deles consiga mais de metade dos votos validamente expressos, realizar-se-á uma segunda volta a 08 de fevereiro entre os dois mais votados.
Os candidatos são Gouveia e Melo, Luís Marques Mendes (apoiado pelo PSD e CDS), António Filipe (apoiado pelo PCP), Catarina Martins (Bloco de Esquerda), António José Seguro (apoiado pelo PS), o pintor Humberto Correia, o sindicalista André Pestana, Jorge Pinto (apoiado pelo Livre), Cotrim Figueiredo (apoiado pela Iniciativa Liberal), André Ventura (apoiado pelo Chega) e o músico Manuel João Vieira.
Esta é a 11.ª eleição, em democracia, desde 1976, para o Presidente da República.
A campanha eleitoral decorre de 4 a 16 de janeiro. .