09 jan, 2026 - 00:20 • Manuela Pires
Depois de Cavaco Silva, agora foi a vez de Leonor Beleza, presidente da comissão de honra da candidatura de Marques Mendes, criticar os adversários que decidiram falar e apropriar-se de Sá Carneiro, o fundador do PSD.
No comício desta quinta-feira à noite, em Torres Novas, Leonor Beleza começou por André Ventura dizendo mesmo que é um "ignorante".
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“E até ouvimos alguém dizer que se o doutor Francisco Sá Carneiro fosse vivo, votava no Chega, votava no Chega? É preciso ou ser muito ignorante sobre quem era o doutor Francisco Sá Carneiro, ou apostar na ignorância de todos os outros”, disse no discurso ao jantar.
Todos conhecem o sonho de Sá Carneiro, que era ter um Governo, uma maioria e um Presidente da República, mas Leonor Beleza acrescenta: um “Presidente em sintonia”.
“Será que é preciso lembrar a eles todos que o doutor Francisco Sá Carneiro defendeu um Governo, um Presidente em sintonia, que ele considerava que isso era indispensável para ele poder cumprir o seu programa de Governo”, disse Leonor Beleza, concluindo que só Marques Mendes pode garantir a estabilidade política.
“Eu julgo que só há um candidato à Presidência da República que é verdadeiramente garante do Governo de legislatura. E esse candidato chama-se Luís Marques Mendes”, acrescenta Leonor Beleza.
O candidato, que fala logo a seguir, promete que tudo fará para que a legislatura dure quatro anos, porque as crises políticas travam o crescimento do país.
“Eu vou fazer tudo, tudo em Portugal para que não tenhamos crises políticas. Já chega de crises políticas”, disse Mendes.
Quando a campanha se aproxima do fim da primeira semana, e numa altura em que as sondagens diárias mantêm o candidato em quinto lugar, apesar de estarem todos na margem de erro, Marques Mendes leu um título no jornal "Expresso" em que ele se assumia como candidato do Governo, e não gostou.
Quero dar todas as condições a este Governo para chegar até ao fim do seu mandato
“Eu respeito os títulos de todos os jornais e as notícias de todos os jornais. Portanto, com todo o respeito por todos os critérios editoriais, devo dizer que isso é um erro monumental. Mas cada um tem direito, porque ninguém é perfeito.”
Marques Mendes dedicou longos minutos a explicar que defender a estabilidade política não é ser o candidato do Governo, mas sim “o candidato do país”.
“Quero dar todas as condições a este Governo para chegar até ao fim do seu mandato. É o que manda a Constituição”, conclui o candidato apoiado pelo PSD e CDS.
E sem falar em sondagens, mas a pensar nelas, Mendes volta a falar na mobilização que tem sentido nas ruas, para dizer que, “se alguns pensavam que nos desanimavam, enganem-se - e já se enganaram - nós estamos aqui para vencer e para servir Portugal”, disse no discurso em Torres Novas.